Polícia

Suspeito de desviar R$ 900 milhões de herança de dono da Unip também falsificou laudo contra Boulos

Investigado é suspeito de falsificar documentos, aplicar golpe milionário e fabricar laudo usado na eleição em São Paulo

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O documento falso, que indicava uma suposta internação por uso de drogas, foi divulgado durante a campanha eleitoral pelo então candidato Pablo Marçal.

O principal investigado é Luiz Teixeira da Silva Junior, apontado pela polícia como um estelionatário experiente. Ele é dono da empresa Colonizadora Planalto Paulista, envolvida no esquema, e é considerado foragido.

Segundo as investigações, Luiz se apresenta com diferentes identidades profissionais, afirmando ser médico, biomédico, perito federal, escritor e até adido consular.

Luiz Teixeira também é investigado pela falsificação de outros documentos, entre eles, um diploma de medicina.

Golpe

A fraude começou com a apresentação, na Justiça de São Paulo, de um falso contrato de compra e venda de 563 terrenos na cidade de Piraju, no interior paulista. De acordo com a polícia, os criminosos utilizaram uma assinatura falsificada do empresário João Carlos Di Genio, morto em 2022.

Os advogados da família desconfiaram do documento, e o caso foi encaminhado para uma câmara de arbitragem. Nesse momento, segundo a investigação, teve início uma segunda etapa do golpe.

Os suspeitos utilizaram uma entidade chamada Fonamsp, apontada pela polícia como uma mediadora de fachada. A organização enviou intimações à viúva do empresário, mas teria falsificado assinaturas para impedir a participação dela nas audiências.

Com isso, foi emitida uma decisão arbitral à revelia — ou seja, sem que a defesa da família fosse ouvida.

Com a decisão arbitral em mãos, os golpistas tentaram sacar valores do espólio de Di Genio. Segundo a investigação, o dinheiro chegou a ser separado, mas não foi efetivamente pago.

Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público cumpriu 15 mandados de busca e apreensão.

Nove pessoas foram alvo de prisão, mas apenas uma foi detida. A polícia suspeita que houve vazamento da operação, o que pode ter facilitado a fuga dos investigados.

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