Polícia prende suspeito de matar a companheira a facadas em Sumaré (SP)
Crime teria sido motivado por ciúme; com medo de ser traído, o homem, de 32 anos, teria instalado câmeras de vigilância na casa onde morava com a vítima
Sofia Pilagallo
Agência SBT
A polícia prendeu em flagrante um homem de 32 anos suspeito de matar a companheira a facadas em Sumaré, no interior de São Paulo. O homem, identificado apenas como Diego, fugiu após o crime e foi localizado em Hortolândia, uma cidade vizinha.
A equipe de reportagem do Alo Você apurou que o crime teria sido motivado por ciúme. Com medo de ser traído, Diego teria instalado câmeras de vigilância na cozinha da casa onde morava com Yasmin Evelyn da Silva, de 26 anos.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), vizinhos ouviram gritos e acionaram a polícia por volta das 6h15 desta quinta-feira (22), para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegarem no local, os agentes encontraram Yasmin já sem vida.
Junto com o Diego, a polícia apreendeu um cartão de memória com imagens do crime. O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré e o suspeito, encaminhado à Cadeia Pública local, onde permanece à disposição da Justiça.
Os casos de feminicídios bateram recorde no estado de São Paulo em 2025. De janeiro a setembro, 53 mulheres foram assassinadas na maior cidade do país pelo simples fato de serem mulheres, de acordo com a SSP-SP. O número é o maior desde o início da série histórica, em 2015.
De janeiro e setembro do ano passado, a Justiça recebeu mais de 800 mil novos processos de violência contra a mulher, um aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2024. A maioria das vítimas convive com o agressor por anos, presas à dependência financeira e emocional.
Como denunciar?
Para denunciar violência contra a mulher, ligue para o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), disponível 24h para acolhimento e encaminhamento, use o WhatsApp (61) 9610-0180, ou em casos de emergência, acione a Polícia Militar pelo 190. Outra possibilidade é ir a uma Delegacia da Mulher e fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.).









