Polícia

Polícia prende 12 suspeitos de hackear sistemas da Justiça em MG

Grupo acessava sistemas do Judiciário, emitia alvarás falsos e liberava bens apreendidos; polícia apura ramificações em outros estados

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Operação que desmantelou a quadrilha foi realizada em conjunto com o TJMG | Reprodução / TJMG

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se uma quadrilha suspeita de hackear e fraudar o sistema de Justiça no estado possui ramificações em outras regiões do país. Até o momento, 12 pessoas foram presas no âmbito da operação.

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Segundo as investigações, o grupo tinha acesso indevido a sistemas do Poder Judiciário, principalmente ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, administrado pelo Conselho Nacional de Justiça.

Com isso, a quadrilha conseguia emitir alvarás de soltura falsos, além de liberar veículos e valores apreendidos pela Justiça.

De acordo com o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite, o líder do grupo e um comparsa foram presos no Rio de Janeiro. Eles estavam foragidos desde dezembro, quando alvarás de liberdade provisória falsificados foram emitidos em Belo Horizonte.

Sistemas do TJMG foram hackeados

A operação que desmantelou a quadrilha foi realizada em conjunto com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio do Gabinete de Segurança Institucional. Segundo a polícia, os sistemas do tribunal foram invadidos pelos criminosos.

A Polícia Civil apura agora, junto com a Justiça mineira, se servidores públicos facilitaram as fraudes, já que os investigados utilizavam senhas do Judiciário para acessar os sistemas.

Os agentes também investigam se o grupo mantinha ramificações em outros estados, o que pode ampliar o alcance da operação.

Os integrantes da quadrilha vão responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, estelionato majorado e lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores

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