Polícia mira quadrilha suspeita de fraude milionária em financiamentos de veículos
Operação policial cumpre mandados no RJ e em SC contra quadrilha suspeita de fraudes em financiamentos; grupo teria movimentado cerca de R$ 1 milhão

Tatiane Santos
Policiais Civis do Rio de Janeiro realizam, nesta quinta-feira (16), uma operação, chamada Eris, para cumprir seis mandados de busca e apreensão contra uma quadrilha suspeita de montar um esquema de fraudes em financiamentos de veículos. O grupo já teria movimentado cerca de R$ 1 milhão.
As investigações revelaram um modus operandi que utilizava dados pessoais de pessoas como "laranjas" para criar financiamentos fictícios, sem a autorização dos legítimos proprietários.
As buscas acontecem em endereços ligados aos investigados em Niterói e Guapimirim, além de lojas localizadas nos bairros de Icaraí e Piratininga. Um mandado também está sendo cumprido no município de Capivari de Baixo, em Santa Catarina.
De acordo com a Polícia Civil, foi solicitado à Justiça o bloqueio de bens e contas bancárias em nome dos investigados.
Como funcionava o esquema?
As investigações tiveram início após uma vítima procurar a delegacia ao tentar vender um veículo e descobrir a existência de uma dívida vinculada ao automóvel por meio de alienação fiduciária, da qual não tinha conhecimento.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha utilizava “laranjas” para formalizar financiamentos de veículos de alto valor já com a intenção de não quitar as parcelas. Com os carros posteriormente bloqueados, os suspeitos negociavam os débitos junto às instituições financeiras por valores reduzidos.
Após a regularização, os veículos eram reinseridos no mercado e revendidos pelo valor original, gerando lucro ilícito elevado e prejuízo ao sistema financeiro. Para dificultar o rastreamento do dinheiro, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros e mantinha grupos de comunicação segmentados para coordenar as ações criminosas.
De acordo com os investigadores, o esquema era dividido em diferentes núcleos de atuação. Um deles seria responsável pela liderança e pelo planejamento estratégico e jurídico da organização, enquanto outro grupo atuava na falsificação de documentos financeiros para viabilizar a aprovação fraudulenta dos financiamentos.
A polícia pede que qualquer pessoa afetada por esse esquema entre em contato para ajudar na identificação dos culpados.









