Polícia de SP prende suspeito de matar a companheira, foragido há quase dois meses
Investigações concluíram que vítima morreu após agressões do suspeito, que bateu sua cabeça na parede repetidas vezes; à época, ele alegou que ela havia caído

Sofia Pilagallo
Agência SBT
A polícia prendeu, nesta terça-feira (31), um homem de 49 anos suspeito de matar a companheira, que estava foragido há quase dois meses. O crime ocorreu em 9 de fevereiro, na zona norte de São Paulo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), à época, Ricardo Alexandre de Carvalho Galvão acionou o resgate para Luciana Rodrigues Ávila, alegando que ela precisava de atendimento por conta de uma queda acidental.
Após investigações, a Polícia Civil comprovou que a morte de Luciana foi causada por agressões praticadas por Ricardo, que bateu a cabeça da vítima contra a parede repetidas vezes.
Policiais civis realizavam diligências para cumprimento de mandados no bairro Tremembé quando localizaram Ricardo. Ele foi conduzido ao 73º Distrito Policial (Jaçanã), onde permaneceu à disposição da Justiça.
O estado de São Paulo registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Em todo o ano, os registros chegaram a 270, o que representa um aumento de 6,7% em relação a 2024, quando houve 253 registros.
Como denunciar violência contra a mulher
Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher;
O atendimento funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados, e está disponível também no WhatsApp pelo número (61) 9610-0180. A ligação é anônima e gratuita.
Disque 190: Polícia Militar;
Em caso de emergência, também é possível ligar para o 190 e pedir o auxílio da Polícia Militar. O atendimento telefônico é gratuito e funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.
Polícia Civil: Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs);
Outra opção é registrar boletim de ocorrência de forma presencial, em uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). É possível também prestar queixa em uma delegacia comum.
Quem pode denunciar?
Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia e auxiliar mulheres em situação de violência. A denúncia de conhecidos e vizinhos, por exemplo, pode fazer toda a diferença entre uma agressão e um feminicídio.









