Polícia de SP abre inquérito para apurar denúncias de bullying e racismo contra estudante do Mackenzie
Mãe da menina de 15 anos conta ao SBT que agressões aconteciam há mais de um ano; adolescente foi encontrada inconsciente no banheiro da escola
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Derick Toda
10/05/2025, 23:38 • Atualizado em 10/05/2025, 23:38
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*atenção, conteúdo sensível
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A polícia de São Paulo abriu um inquérito para investigar a denúncia de racismo e bullying dentro do Colégio Presbiteriano Mackenzie, que fica em Higienópolis, zona nobre de São Paulo. O caso foi revelado pelo SBT News.
O SBT teve acesso ao boletim de ocorrência e às conversas da vítima com os colegas.
Segundo a mãe da adolescente, o primeiro sinal de alerta apareceu quando o rendimento da estudante caiu e o comportamento dela mudou. Ela estava sofrendo racismo e bullying há quase um ano.
"As ofensas eram esquisita, cigarro queimado, cabelo esquisito, as crianças falavam sua avó é africana e dava risada quando a avó dela buscava ela na escola. E ela não era inclusa nas amizades, assim, chamar para sair, chamar para ir viajar, eventos das amigas, ela não era inserida."
Na época, a mãe entrou em contato com o colégio e denunciou a situação da filha. No e-mail, ela afirma que a adolescente estava sofrendo uma onda de racismo muito forte. Uma reunião foi marcada, mas as ofensas continuaram.
A mãe conta que colegas fizeram um desafio, em que a garota teria que beijar um aluno do colégio. Ela cumpriu o desafio que teria sido filmado. Uma das conversas obtidas com exclusividade pelo SBT mostra a vítima com medo desse vídeo ser compartilhado na escola.
Na troca de mensagens, a adolescente diz para o menino que se o vídeo for divulgado, essa exposição vai acabar com a vida dela e pergunta: "Você tem noção que você acabou com a minha reputação?
Um dia depois dessa conversa, a garota foi encontrada desacordada no banheiro da escola. A polícia investiga se houve uma tentativa de suicídio ou se o ato contra a própria vida teria sido induzido por um dos alunos.
Antes dessa situação extrema, a adolescente também chegou a pedir ajuda para o colégio quando tudo começou. Mas a mãe conta que ela foi ainda mais exposta.
"Ela falava que tinha duas meninas, que não deixava ela em paz, que ela recorria à coordenadora. A coordenadora expôs ela na sala de aula falando que ela estava com mimimi, que ela estava com síndrome de perseguição."
A história não é um caso isolado. De janeiro a maio deste ano, a Ovidoria dos Direitos Humanos registrou 538 denúncias de racismo e discriminação em instituições de ensino no Brasil. 160 desses casos foram no estado de São Paulo.
Em nota, o colégio presbiteriano Mackenzie Higienópolis disse que prestou atendimento médico à aluna e a encaminhou para um hospital. Afirmou também que a direção e a coordenação da escola acolheram a mãe da aluna e que segue prestando suporte para a família. O colégio diz que ainda não é possível afirmar quais as causas do episódio. O Mackenzie ainda diz que repudia qualquer forma de discriminação, preconceito ou violência.
Polícia de SP abre inquérito para apurar denúncias de bullying e racismo contra estudante do MackenzieMãe da menina de 15 anos conta ao SBT que agressões aconteciam há mais de um ano; adolescente foi encontrada inconsciente no banheiro da escolaCidades2025-05-10T23:38:02.690Z*atenção, conteúdo sensível A polícia de São Paulo abriu um inquérito para investigar a denúncia de racismo e bullying dentro do Colégio Presbiteriano Mackenzie, que fica em Higienópolis, zona nobre de São Paulo. O SBT teve acesso ao boletim de ocorrência e às conversas da vítima com os colegas. Segundo a mãe da adolescente, o primeiro sinal de alerta apareceu quando o rendimento da estudante caiu e o comportamento dela mudou. Ela estava sofrendo racismo e bullying há quase um ano. "As ofensas eram esquisita, cigarro queimado, cabelo esquisito, as crianças falavam sua avó é africana e dava risada quando a avó dela buscava ela na escola. E ela não era inclusa nas amizades, assim, chamar para sair, chamar para ir viajar, eventos das amigas, ela não era inserida." Na época, a mãe entrou em contato com o colégio e denunciou a situação da filha. No e-mail, ela afirma que a adolescente estava sofrendo uma onda de racismo muito forte. Uma reunião foi marcada, mas as ofensas continuaram. A mãe conta que colegas fizeram um desafio, em que a garota teria que beijar um aluno do colégio. Ela cumpriu o desafio que teria sido filmado. Uma das conversas obtidas com exclusividade pelo SBT mostra a vítima com medo desse vídeo ser compartilhado na escola. Na troca de mensagens, a adolescente diz para o menino que se o vídeo for divulgado, essa exposição vai acabar com a vida dela e pergunta: "Você tem noção que você acabou com a minha reputação? Um dia depois dessa conversa, a garota foi encontrada desacordada no banheiro da escola. A polícia investiga se houve uma tentativa de suicídio ou se o ato contra a própria vida teria sido induzido por um dos alunos. Antes dessa situação extrema, a adolescente também chegou a pedir ajuda para o colégio quando tudo começou. Mas a mãe conta que ela foi ainda mais exposta. "Ela falava que tinha duas meninas, que não deixava ela em paz, que ela recorria à coordenadora. A coordenadora expôs ela na sala de aula falando que ela estava com mimimi, que ela estava com síndrome de perseguição." A história não é um caso isolado. De janeiro a maio deste ano, a Ovidoria dos Direitos Humanos registrou 538 denúncias de racismo e discriminação em instituições de ensino no Brasil. 160 desses casos foram no estado de São Paulo. Em nota, o colégio presbiteriano Mackenzie Higienópolis disse que prestou atendimento médico à aluna e a encaminhou para um hospital. Afirmou também que a direção e a coordenação da escola acolheram a mãe da aluna e que segue prestando suporte para a família. O colégio diz que ainda não é possível afirmar quais as causas do episódio. O Mackenzie ainda diz que repudia qualquer forma de discriminação, preconceito ou violência. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/policia-de-sp-abre-inquerito-para-apurar-denuncias-de-bullying-e-racismo-contra-estudante-do-mackenzie