Cidades

PM acusado de matar Leandro Lo é absolvido por júri popular

Lutador de jiu-jitsu morreu em 7 agosto de 2022; investigações apontam que o policial se desentendeu com o atleta e atirou contra ele na cabeça

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Sofia Pilagallo, Agência SBT
15/11/2025, 00:17 • Atualizado em 15/11/2025, 01:51
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O policial militar Henrique Otávio de Oliveira Velozo, acusado de matar o lutador de jiu-jitsu Leandro Lo com um tiro na cabeça, foi absolvido por júri popular. O julgamento teve início na quarta-feira (12) e terminou às 20h30 desta sexta-feira (14). Cabe recurso contra a decisão.

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O julgamento ocorreu no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Além do próprio Velozo, nove testemunhas foram ouvidas, sendo quatro da acusação, quatro da defesa e uma testemunha comum às partes. O Ministério Público pediu condenação de pelo menos 20 anos de prisão.

Na quarta-feira, momentos antes do julgamento de Velozo, Fátima Lo, mãe de Leandro Lo, desabafou em entrevista coletiva a jornalistas e afirmou que a expectativa do julgamento era de "justiça". Ela disse que o PM era "um monstro" e que ele precisava ficar numa "cadeia comum" — não no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, onde estaria supostamente "protegido".

No início de outubro, a Justiça de São Paulo determinou a transferência de Velozo, preso preventivamente desde a data do crime, do Presídio Militar Romão Gomes para uma prisão comum, atendendo a um pedido do Ministério Público. A decisão se baseou no fato de o Tribunal de Justiça Militar (TJMSP) já ter exonerado o PM de suas funções e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ter decretado sua demissão.

Dias depois, no entanto, a Justiça de São Paulo revogou a decisão. A limiar, assinada pelo juiz Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, da 5ª Vara do Júri de São Paulo, atendeu a um pedido da defesa de Velozo, que argumentou que a transferência poderia violar o princípio da presunção de inocência e colocar em risco a integridade física e psicológica do PM.

"A expectativa é de justiça", disse Fátima. "(...) Ele atirou na cabeça do meu filho, deu dois chutes na cabeça dele já caído no chão, não prestou socorro, não chamou a polícia. (...) Querem alegar legítima defesa porque eram dois lutadores juntos. Como é legítima defesa com um tiro na cabeça e dois chutes? Ainda saiu numa boa, foi para o motel e fez sexo com uma prostituta."

Lo morreu em 7 de agosto de 2022, após uma confusão durante um show de pagode num clube da zona sul de São Paulo. Segundo as investigações, Velozo, que estava de folga e em trajes civis, se desentendeu com o lutador e atirou contra ele na cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O PM fugiu do local e se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar no dia seguinte.

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