Cidades

'Ele é um monstro e tem que ficar numa cadeia comum', diz mãe de Leandro Lo sobre PM acusado de matar seu filho

Declaração ocorreu no primeiro dia do julgamento do réu, Henrique Otávio de Oliveira Velozzo, que teria matado o lutador de jiu-jitsu com um tiro na cabeça

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Sofia Pilagallo
12/11/2025, 23:43 • Atualizado em 12/11/2025, 23:43
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Fátima Lo, mãe de Leandro Lo, fala com jornalistas no primeiro dia do julgamento do policial militar Henrique Otávio de Oliveira Velozzo, acusado de matar seu filho | Foto: Reprodução/SBT - 12.11.2025

Fátima Lo, mãe de Leandro Lo, fala com jornalistas no primeiro dia do julgamento do policial militar Henrique Otávio de Oliveira Velozzo, acusado de matar seu filho | Foto: Reprodução/SBT - 12.11.2025

Fátima Lo, mãe do ex-lutador de jiu-jitsu Leandro Lo, afirmou que o policial militar acusado de matar seu filho com um tiro na cabeça, em agosto de 2022, é "um monstro" que "gosta de matar" e precisa ficar numa "cadeia comum" — não no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, onde ele estaria supostamente "protegido". A declaração ocorreu momentos antes do início do julgamento do réu, Henrique Otávio de Oliveira Velozo, que teve início nesta quarta-feira (12).

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No início de outubro, a Justiça de São Paulo determinou a transferência de Velozo, preso preventivamente desde a data do crime, do Presídio Militar Romão Gomes para uma prisão comum, atendendo a um pedido do Ministério Público. A decisão se baseou no fato de o Tribunal de Justiça Militar (TJMSP) já ter exonerado o PM de suas funções e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ter decretado sua demissão.

Dias depois, no entanto, a Justiça de São Paulo revogou a decisão. A limiar, assinada pelo juiz Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, da 5ª Vara do Júri de São Paulo, atendeu a um pedido da defesa de Velozo, que argumentou que a transferência poderia violar o princípio da presunção de inocência e colocar em risco a integridade física e psicológica do PM.

"A expectativa é de justiça", disse Fátima a jornalistas nesta segunda-feira, antes do início do julgamento. "(...) Ele atirou na cabeça do meu filho, deu dois chutes na cabeça dele já caído no chão, não prestou socorro, não chamou a polícia. (...) Querem alegar legítima defesa porque eram dois lutadores juntos. Como é legítima defesa com um tiro na cabeça e dois chutes? Ainda saiu numa boa, foi para o motel e fez sexo com uma prostituta."

"É uma coisa, assim, aterrorizante. Ele é um monstro, uma mente assassina que gosta de matar. Tem que ficar preso — e numa cadeia comum, não no Romão Gomes, protegido. Ele é um assassino cruel. Para ele, matar é igual a almoçar e jantar", acrescentou. "Meu filho era uma pessoa do bem. Era um lutador, um campeão que representou o Brasil no mundo. E mesmo que não fosse, não tinha que morrer dessa forma."

O julgamento ocorre no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, e deve durar três dias. Além do próprio Velozo, nove testemunhas serão ouvidas, sendo quatro da acusação, quatro da defesa e uma testemunha comum às partes. O Ministério Público pede condenação de pelo menos 20 anos de prisão.

O crime ocorreu em 7 de agosto de 2022, durante um show de pagode num clube da zona sul de São Paulo. Segundo as investigações, Velozo, que estava de folga e em trajes civis, se desentendeu com Lo e atirou contra ele na cabeça. O lutador chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O PM fugiu do local e se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar no dia seguinte.

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