Cidades

PM absolvido por matar Leandro Lo pede perdão à família do lutador: 'Tive que sujar minha mão'

Henrique Otávio de Oliveira Velozo afirma ter agido em legítima defesa; no julgamento, a versão dele dos fatos foi aceita por 4 dos 7 jurados

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Sofia Pilagallo
18/11/2025, 00:59 • Atualizado em 18/11/2025, 03:00
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Leandro Lo foi morto com um tiro na cabeça durante confusão em clube | Reprodução

Leandro Lo foi morto com um tiro na cabeça durante confusão em clube | Reprodução

O policial militar Henrique Otávio de Oliveira Velozo, absolvido por matar Leandro Lo com um tiro na cabeça, pediu perdão aos familiares e amigos do lutador de jiu-jitsu e afirmou que teve que "sujar a mão" para "preservar" sua vida. O pedido de perdão foi registrado em vídeo e publicado no Instagram pelo advogado Cláudio Dalledone, que atuou na defesa de Velozo no caso.

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"Vim aqui para pedir perdão. Estive durante três anos e três meses encarcerado e hoje posso dizer que tive uma experiência única e um encontro genuíno com um Deus forte, um Deus poderoso — que eu já conhecia, mas que hoje posso falar com toda a certeza e convicção de que Ele é comigo e está na minha vida", disse Velozo.

"Em nome dEle, preciso fazer um pedido, que é um pedido de perdão aos familiares, à mãe, ao pai, à irmã, aos amigos e a todas as pessoas que amavam o Leandro Lo. Mas também gostaria de esclarecer que, nesse trágico dia, fui colocado em um limite, um limite que eu não gostaria de estar [ter estado]. Tive, infelizmente, que sujar minha mão para poder preservar minha vida", acrescentou.

Após a absolvição de Velozo, a mãe de Leandro Lo, Fátima Lo, afirmou que o sentimento era de "tristeza e indignação" e que iria recorrer da decisão. Ela disse que enfrentar a sentença do júri popular que inocentou o PM foi como enterrar o filho pela segunda vez. O policial foi acusado de homicídio triplamente qualificado e a expectativa do Ministério Público era de que ele fosse condenado a pelo menos 20 anos de prisão.

O crime ocorreu em 7 de agosto de 2022, durante um show de pagode num clube da zona sul de São Paulo. Na reconstituição do caso, testemunhas contaram que Lo imobilizou Velozo e que o PM atirou contra o lutador assim que foi solto. Já caído no chão, o atleta ainda teria sido agredido pelo policial com dois chutes. No julgamento, o agente alegou legítima defesa, versão aceita por quatro dos sete jurados.

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