MP denuncia homem que atropelou crianças e matou duas em Diadema (SP)
Demóstenes Dias de Macedo, de 64 anos, deve responder por dois homicídios consumados e dois tentados, todos qualificados

Sofia Pilagallo
Agência SBT
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o homem que atropelou quatro crianças que brincavam numa calçada em Diadema, na Grande São Paulo, em 3 de abril. Duas das vítimas, irmãos de seis e dez anos, morreram na hora, enquanto as demais ficaram feridas.
Se a denúncia for aceita nos termos propostos pelo MP, Demóstenes Dias de Macedo, de 64 anos, responderá por dois homicídios consumados e dois tentados, todos qualificados. As qualificadoras incluem perigo comum, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e o fato de todas terem menos de 14 anos à época, segundo o MPSP.
Demóstenes ingeriu bebida alcoólica antes do acidente e, ao conduzir o carro em alta velocidade, perdeu o controle da direção. Ele então invadiu a calçada e atingiu Izaias de Oliveira Santos, de seis anos, e Sophya de Oliveira Santos, de dez anos, as vítimas fatais; além de Sophia Vitória Lima Mendes dos Santos e Vitória Gabriela de Andrade, ambas de oito anos.
Na denúncia, o MPSP aponta que Demóstenes assumiu o risco de matar ao dirigir sob efeito de álcool e desrespeitar as condições de segurança da via, em uma área do bairro Canhema, em Diadema, com intensa circulação de pessoas. O promotor de Justiça Willian Ortis Guimarães Guimarães pediu a manutenção da prisão preventiva do acusado.
À polícia, Demóstenes afirmou ter consumido uma lata de cerveja antes do acidente, mas imagens de câmeras de segurança contradizem essa versão. As gravações registraram o momento em que ele parou o carro em frente a um comércio, por volta das 13h57, e começou a beber.
Nas imagens, Demóstenes aparece bebendo um latão de cerveja na entrada do estabelecimento e, após terminar a primeira lata, entra novamente no comércio e compra mais uma unidade. Em seguida, ele deixa o local com a bebida na mão, entra no carro e sai dirigindo.
De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, Demóstenes apresentava sinais claros de embriaguez. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. Levado ao Instituto Médico Legal de Santo André, o exame clínico confirmou que o acusado estava sob efeito de álcool.









