Polícia

Megaoperação das polícias Federal e Civil combate abuso sexual infantojuvenil em todos os estados e DF

Estão nas ruas 491 agentes federais e 247 da civil; são cumpridos 156 mandados de busca e apreensão, além de 16 de prisão preventiva

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Uma megaoperação integrada entre as polícias Federal e Civil nesta terça-feira (28) combate o abuso sexual infantil. Ao todo, 491 agentes federais e 247 da civil agem nos 27 estados do Brasil e no DF, além de 15 países. São cumpridos 156 mandados de busca e apreensão, além de 16 de prisão preventiva.

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O SBT News apurou que as ações fazem parte da quarta fase da Operação Proteção Integral, focada no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, com ênfase especial em crimes cibernéticos.

Além da ação em território nacional, foram cumpridos mandados nos seguintes países: Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.

Só este ano, a Polícia Federal já cumpriu ao menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais.

Ao SBT, a Dra. Raphaella Parca, Coordenadora Nacional de Combate aos Crimes Cibernéticos relacionados ao abuso sexual infanto-juvenil da PF, explicou as caracaterisictas do crime: “Esse tipo de crime tem crescido, infelizmente. Temos percebido que o abusador se utiliza da internet para cometer esses crimes, porque esse um crime não tem fronteiras. A partir do momento que ele é cometido dentro do ambiente cibernético, ele pode ter vítimas no Brasil e em qualquer lugar do mundo. Então isso potencializa muito a capacidade desses indivíduos de violentar crianças.”

Segundo ela, o combate a esse tipo de crime não é só repressivo, precisa ser também preventivo. Pra isso, é preciso levar conhecimento as família, as crianças e adolescentes, escolas, polícias, e a toda a rede de apoio para evitar que aconteça, já que abuso sexual é um crime complexo e que exige uma resposta coletiva.

A coordenadora também alerta sobre não haver características específicas para esse tipo de criminoso: "Não podemos falar em perfil, porque não há apenas um. São pessoas de várias idades, de várias classes sociais, de várias profissões. O que a gente pode dizer é de uma característica marcante, é que são homens."

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