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Homem é morto e esquartejado em Quintana (SP); três suspeitos confessam o crime

Vítima foi morta com requintes de crueldade após suspeita infundada; casal usou carrinho de bebê para ocultar partes do corpo

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Yuri Macri
13/11/2025, 14:26 • Atualizado em 13/11/2025, 14:26
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Homem é morto e esquartejado em Quintana (SP); três suspeitos confessam o crime

Um crime brutal chocou até os investigadores mais experientes. Em Quintana, no interior de São Paulo, Daniel Ferreira Crol, de 38 anos, foi morto e esquartejado. Partes do corpo foram encontradas espalhadas em diferentes pontos da cidade.

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As primeiras partes foram descobertas por funcionários da prefeitura, próximos à linha do trem. Eles foram chamados por causa do mau cheiro que tomava conta do local.

As investigações revelaram um plano cruel. Segundo a polícia, tudo começou quando Éric Kaique da Silva contou ao amigo Taiggon Aparecido Pereira de Oliveira que Daniel teria abusado de seu filho. Sem qualquer prova, os dois decidiram “punir o Jack”, como chamavam a vítima. Eles acreditavam que ninguém sentiria falta de Daniel — um homem simples, que enfrentava o alcoolismo e vivia em situação de rua.

Câmeras de segurança registraram Daniel ao lado dos suspeitos caminhando pelas ruas de Quintana. Pouco depois, o grupo seguiu para a casa de Éric, onde beberam e conversaram. Daniel adormeceu em um sofá e, nesse momento, levou a primeira paulada.

De acordo com a defesa de Taiggon, ele teria golpeado a vítima apenas uma vez e saído do local. O que veio em seguida foi ainda mais cruel. O corpo de Daniel foi cortado em várias partes — cabeça, tronco, pernas e braços — que foram deixadas em diferentes regiões da cidade.

Os achados levaram à Operação Fragmento, deflagrada pela Polícia Civil. A ação envolveu agentes de Quintana e da DIG de Tupã (SP), que identificaram os três envolvidos: Éric, Taiggon e Maria Helena Chagas Santos, esposa de Éric, acusada de ajudar na ocultação do corpo.

Ao serem presos, os três confessaram o crime. Éric afirmou ter matado e esquartejado Daniel. Taiggon confirmou ter dado uma paulada, e Maria Helena admitiu que ajudou a limpar o sangue e esconder o corpo. Segundo a polícia, o casal usou um carrinho de bebê para transportar partes do cadáver — um detalhe que revelou a frieza da ação. Um bebê de oito meses teria presenciado o crime.

A Polícia Civil informou que os suspeitos eram fãs de filmes e séries de terror, o que pode ter influenciado a forma como o crime foi cometido. A família de Daniel viajou de Várzea Paulista, na Grande São Paulo, até Quintana, para fazer o reconhecimento do corpo.

Roseli Ferreira de Carvalho, irmã da vítima, contou que sentiu uma força estranha ao chegar à cidade. Ela foi até o local da desova e acabou encontrando, sem saber, Maria Helena. As duas conversaram, e quando Roseli perguntou sobre câmeras de segurança na região, ouviu apenas o silêncio como resposta. Horas depois, outras partes do corpo de Daniel foram encontradas no mesmo lugar.

Daniel enfrentava um período difícil, marcado por depressão e alcoolismo após a morte da mãe. A família agora pede justiça e busca limpar a imagem dele, morto sob uma acusação sem provas. Os três suspeitos permanecem presos, com a prisão preventiva decretada pela Justiça.

A Polícia descreve o caso como um “roteiro de filme de terror”, pela forma como foi planejado e executado. A dúvida agora é se o crime foi realmente motivado por vingança — ou se o prazer em matar guiou os autores.

Segundo Roseli, o irmão era uma pessoa confiável. “Nada justifica uma morte tão cruel e trágica”, disse.

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