"Home office do crime": operação mira facção baiana no Rio
Criminosos usavam comunidades de Jacarepaguá para comandar tráfico e lavagem de dinheiro; R$ 100 milhões foram bloqueados


Segundo as investigações, criminosos da Bahia passaram a se esconder em comunidades de Jacarepaguá, principalmente em Rio das Pedras e áreas próximas à Gardênia Azul, na zona oeste do Rio | Reprodução
Integrantes de uma facção criminosa da Bahia transformaram comunidades da zona oeste do Rio de Janeiro em uma espécie de "home office do crime" para continuar comandando o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas à distância. A conclusão é da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que, em conjunto com a Polícia Civil da Bahia, deflagrou uma operação nesta quinta-feira (11) para desarticular o esquema.
A Operação Maré Vermelha acontece simultaneamente em oito estados: na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais. São cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e outras medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico de alguns investigados. Cerca de R$ 100 milhões em bens e valores foram bloqueados.
Segundo a Polícia Civil do Rio, integrantes do grupo passaram a se esconder em comunidades de Jacarepaguá, principalmente em Rio das Pedras e áreas próximas à Gardênia Azul, para fugir da atuação das forças de segurança baianas sem interromper as atividades criminosas.
As investigações apontam que a organização é ligada ao Comando Vermelho e era liderada por um criminoso apontado como uma das principais lideranças da facção no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador.
Esquema movimentava recursos do tráfico
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, a operação também tem como foco uma estrutura de lavagem de dinheiro usada para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.
As apurações do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD) identificaram o uso de empresas de fachada, laranjas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
Segundo os investigadores, o esquema permitia esconder a origem dos recursos ilícitos e reinseri-los na economia formal por meio de operações patrimoniais e financeiras.















