Exclusivo: Homem que matou subsíndico no RJ é apontado como autor de ao menos 16 crimes
José Renato Costa de Queiroz chegou a ser preso em flagrante há quatro meses, mas juiz mandou soltar por não considerá-lo perigoso
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Derick Toda
José Renato Costa de Queiroz, que matou a tiros o subsíndico do condomínio em mora por um vazamento de água no apartamento, na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, tem uma longa ficha criminal.
A vítima, Vinicius da Silva Azevedo, foi atingida por ao menos seis disparos na madrugada desta quarta-feira (26).
O autor dos disparos tem 34 anos, é pai de uma menina, e atende pelo apelido de Zé. Ele é apontado pelos vizinhos como uma pessoa extremamente agressiva.
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O SBT News apurou, com exclusividade, que a Polícia Civil considera 'Zé' como o autor de ao menos 16 crimes:
- 4 por lesão corporal, sendo um cometido com pedaços de madeira;
- 3 por ameaça;
- 1 lesão corporal provocada por colisão de veículo;
- 1 posse irregular de arma de fogo
- 1 importunação sexual
- 1 furto;
- 1 violação de domicílio;
- 1 coação no curso do processo;
- 2 constrangimento ilegal;
- 1 roubo, quando ainda era adolescente.
Prisão em flagrante há quase 4 meses
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No dia 9 de novembro do ano passado, há quase quatro meses do assassinato do subsíndico, Zé chegou a ser preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Segundo o boletim de ocorrência, ele dirigia um carro prata, acima da velocidade, com insulfilm escuro, quando um policial militar decidiu abordá-lo. Em seguida, o homem foi flagrado com um revólver calibre .32 com numeração raspada.
O PM questionou sobre a arma e Zé respondeu que estava "dando uma volta, porque estava entediado de ficar em casa". Conduzido à Delegacia de Polícia, foi arbitrada fiança de R$ 5 mil, que não chegou a ser paga pelo homem. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz decidiu pela liberação, considerando que o suspeito não representava perigo para a sociedade, podendo responder em liberdade.
"Dessa forma, não obstante a reprovabilidade da conduta, as circunstâncias do ocorrido e as características do histórico pessoal do flagranteado revelam que não se verifica, nesse primeiro momento, perigo na colocação do indiciado em liberdade", declarou o juiz Guilherme Willcox Amaral Coelho Turl.