Cidades

Esquema de cigarros falsos que movimentou R$ 1,5 bilhão com mão de obra escrava é alvo da PF

Criminosos exploravam trabalhadores paraguaios em situação análoga à escravidão; ação contou com Receita e Ministério do Trabalho para cumprir 43 mandados

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Derick Toda
09/10/2024, 12:26 • Atualizado em 09/10/2024, 12:32
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Polícia Federal e Receita Federal em ações conjuntas | Divulgação/PF

Polícia Federal e Receita Federal em ações conjuntas | Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) realizou duas operações em conjunto, na manhã desta quarta-feira (9), contra um mesmo grupo envolvido em um esquema de falsificação de cigarros que explorou paraguaios em situação análoga à escravidão e movimentou quase R$ 1,5 bilhão.

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Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão, 41 de busca e apreensão e sequestro de bens no Distrito Federal, em Goiás, Minas Gerais e Pernambuco. As forças-tarefas foram batizadas de Sinal de Fumaça e Nicotina Falsa.

Como esquema funcionava

De acordo com o inquérito policial, os investigados iniciaram a venda de cigarros legalmente, mas começaram a querer lucros maiores e passaram a comercializá-los clandestinamente, em Minas Gerais.

A investigação policial partiu de denúncias que apontaram a venda do fumo falso ou contrabandeados em Valparaíso de Goiás, cidade localizada próxima ao Distrito Federal, e na cidade mineira de Uberaba.

Os criminosos exploravam a mão de obra de trabalhadores do Paraguai que seriam vítimas em condições similares à escravidão para produzirem os cigarros falsos, que foram levados para perícia e analisados pelos verdadeiros fabricantes.

Para conseguir deslocar a carga pelas rodovias e ocultar a quantia bilionária movimentada, a organização criminosa falsificava documentos e notas fiscais.

Com as operações, que contaram com apoio da Receita Federal e do Ministério do Trabalho e Emprego, os presos devem responder por crimes de lavagem de dinheiro, trabalho escravo, além da falsificação de cigarros, de documentos tributários e comércio impróprio para consumo.

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