Do tráfico às bets: operação mira grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Entre os principais alvos está a empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, apontada como peça-chave na engrenagem criminosa
Pedro Canguçu
Um dos principais alvos da força-tarefa é uma influencer amazonense | Reprodução/Redes sociais e Divulgação/PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (19), uma operação que investiga um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com ramificações em vários estados do país. Segundo as apurações da força-tarefa Resina Oculta, o grupo utilizava empresas de fachada, "laranjas" e até plataformas de apostas on-line, as chamadas bets, para ocultar a origem dos recursos ilícitos.
Entre os principais alvos está a empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, apontada como peça-chave na engrenagem criminosa. Com mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, Mirian construía uma imagem de vida luxuosa, com viagens frequentes e hospedagens em destinos de alto padrão.
Segundo a investigação, por trás da rotina de ostentação, ela teria atuação direta no transporte de drogas e na movimentação de valores ligados ao tráfico.
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A influencer Mirian ostentava vida luxuosa nas redes sociais | Reprodução/Instagram
Remessas ao Norte e uso de plataformas de apostas: como esquema funcionava
As investigações tiveram início em outubro de 2025, após a apreensão de quase 50 kg de drogas em um apartamento no Riacho Fundo, no Distrito Federal. A partir daí, a polícia identificou uma estrutura organizada responsável não apenas pela distribuição de entorpecentes, mas também por um complexo sistema de lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava como fornecedor para traficantes em diferentes regiões e movimentava valores expressivos, com envio de remessas milionárias para estados da região Norte, especialmente áreas próximas à fronteira.
Parte desse dinheiro era direcionada a empresas de fachada em cidades como São Luís e Goiânia, muitas delas registradas em nome de "laranjas" e sem funcionamento real, utilizadas apenas para dar aparência de legalidade aos valores. Em alguns casos, empresas chegaram a movimentar milhões em poucos dias, sem estrutura compatível com as operações financeiras.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o uso de plataformas de apostas on-line como mecanismo de circulação e ocultação de recursos, permitindo a pulverização dos valores e dificultando a identificação dos beneficiários finais.
A ação de hoje cumpriu mandados no DF, Goiás, Maranhão e Amazonas, com bloqueio de contas de dezenas de empresas e pessoas físicas, além do sequestro de veículos de luxo | Divulgação/PCDF
Em dezembro de 2025, Mirian foi presa em Rio Verde, Goiás, durante uma ação policial. Na ocasião, o veículo em que ela estava atuava como "batedor", enquanto outro carro transportava cerca de 30 kg de skunk, droga que saiu de Manaus com destino ao Distrito Federal.
A investigação também aponta que uma empresa vinculada à influenciadora foi utilizada para movimentar recursos provenientes do tráfico, indicando o uso de atividade comercial como fachada para ocultação de valores ilícitos.
Ao todo, a operação cumpremandados no Distrito Federal, Goiás, Maranhão e Amazonas, com bloqueio de contas de dezenas de empresas e pessoas físicas, além do sequestro de veículos de luxo. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros integrantes da organização e aprofundar o rastreamento do dinheiro movimentado pelo grupo.
O SBT News entrou em contato com a defesa da influenciadora Mirian Mônica e aguarda um posicionamento.
Do tráfico às bets: operação mira grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiroEntre os principais alvos está a empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, apontada como peça-chave na engrenagem criminosaCidades2026-03-19T11:46:05.012ZA Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (19), uma operação que investiga um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com ramificações em vários estados do país. Segundo as apurações da força-tarefa Resina Oculta, o grupo utilizava empresas de fachada, "laranjas" e até plataformas de apostas on-line, as chamadas bets, para ocultar a origem dos recursos ilícitos. Entre os principais alvos está a empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, apontada como peça-chave na engrenagem criminosa. Com mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, Mirian construía uma imagem de vida luxuosa, com viagens frequentes e hospedagens em destinos de alto padrão. Segundo a investigação, por trás da rotina de ostentação, ela teria atuação direta no transporte de drogas e na movimentação de valores ligados ao tráfico. Remessas ao Norte e uso de plataformas de apostas: como esquema funcionava As investigações tiveram início em outubro de 2025, após a apreensão de quase 50 kg de drogas em um apartamento no Riacho Fundo, no Distrito Federal. A partir daí, a polícia identificou uma estrutura organizada responsável não apenas pela distribuição de entorpecentes, mas também por um complexo sistema de lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava como fornecedor para traficantes em diferentes regiões e movimentava valores expressivos, com envio de remessas milionárias para estados da região Norte, especialmente áreas próximas à fronteira. Parte desse dinheiro era direcionada a empresas de fachada em cidades como São Luís e Goiânia, muitas delas registradas em nome de "laranjas" e sem funcionamento real, utilizadas apenas para dar aparência de legalidade aos valores. Em alguns casos, empresas chegaram a movimentar milhões em poucos dias, sem estrutura compatível com as operações financeiras. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o uso de plataformas de apostas on-line como mecanismo de circulação e ocultação de recursos, permitindo a pulverização dos valores e dificultando a identificação dos beneficiários finais. Em dezembro de 2025, Mirian foi presa em Rio Verde, Goiás, durante uma ação policial. Na ocasião, o veículo em que ela estava atuava como "batedor", enquanto outro carro transportava cerca de 30 kg de skunk, droga que saiu de Manaus com destino ao Distrito Federal. A investigação também aponta que uma empresa vinculada à influenciadora foi utilizada para movimentar recursos provenientes do tráfico, indicando o uso de atividade comercial como fachada para ocultação de valores ilícitos. Ao todo, a operação cumpre mandados no Distrito Federal, Goiás, Maranhão e Amazonas, com bloqueio de contas de dezenas de empresas e pessoas físicas, além do sequestro de veículos de luxo. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros integrantes da organização e aprofundar o rastreamento do dinheiro movimentado pelo grupo. O SBT News entrou em contato com a defesa da influenciadora Mirian Mônica e aguarda um posicionamento.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/do-trafico-as-bets-operacao-mira-grupo-investigado-por-trafico-de-drogas-e-lavagem-de-dinheiro