Cidades

Delegado e 3 policiais civis são presos pela PF por suspeita de esquema com PCC

Investigados foram citados pelo delator Gritzbach e são acusados de trocar informações de investigações por propina com lavagem de dinheiro para o PCC

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Fernanda Trigueiro
17/12/2024, 14:24 • Atualizado em 18/12/2024, 00:46
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Polícia Federal realiza operação contra agentes civis e suspeitos do PCC | SBT

Polícia Federal realiza operação contra agentes civis e suspeitos do PCC | SBT

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A Polícia Federal, o Ministério Público de São Paulo e a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo realizaram, nesta terça-feira (17), uma operação contra uma quadrilha formada por policiais e integrantes do PCC envolvidos em corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram oito mandados de prisão e 13 de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Quatro agentes civis e três suspeitos de envolvimento com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos nesta terça. São eles o delegado Fábio Baena Martin e os investigadores Eduardo Monteiro, Marcelo Ruggieri e Marcelo Bombom. Um último agente civil alvo da ação é o investigador Rogério de Almeida Felício, considerado foragido da Justiça.

O advogado Ahmed Hassan Saleh e os supostos empresários Robinson Granger de Moura e Ademir Pereira de Andrade são suspeitos de ligação com a facção criminosa.

No total, 130 policiais federais cumpriram os mandados na capital paulista, Bragança, Igaratá e Ubatuba, no litoral norte do estado.

Os alvos da operação foram citados nas denúncias de Antônio Vinicius Gritzbach, o empresário e delator morto a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, localizado em São Paulo.

Antônio Vinicius Gritzbach delatou esquema do PCC | Reprodução
Antônio Vinicius Gritzbach delatou esquema do PCC | Reprodução

De acordo com a investigação e a delação de Gritzbach, os envolvidos nesta operação participaram de um esquema milionário que beneficiava o PCC, com informações privilegiadas de apurações policiais com propina e lavagem de dinheiro.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais, cujas penas somadas podem alcançar 30 anos de reclusão.

O que dizem o delegado e o investigador preso

Facção vendia chamadas de vídeo por R$150 | Divulgação PF
Facção vendia chamadas de vídeo por R$150 | Divulgação PF

Em nota à imprensa, o advogado que representa o delegado Fábio Baena Martin e o investigador Eduardo Monteiro recebeu a operação com "indignação" e disse que os decretos de prisão são "midiáticos".

Veja a nota na íntegra:

"A defesa constituída do Delegado de polícia Dr. Fábio Baena Martin e do investigador Eduardo Monteiro, INDIGNADA, esclarece que a prisão hoje cumprida não possui necessidade, idoneidade e se constitui em arbitrariedade flagrante.

Inadmissível no Brasil se banalizar o direito à liberdade, decretando-se prisão midiática, sem contemporaneidade, e o mais grave, por fatos que já foram investigados e ARQUIVADOS pela Justiça, por recomendação do próprio Ministério Público.

A palavra pueril de um mitômano, sem qualquer elemento novo de prova, não poderia jamais motivar medida tão excepcional, afrontando o status dignitatise libertatis dos nossos constituídos.

Esclareça-se também que ambos compareceram espontaneamente para serem ouvidos e jamais causaram qualquer embaraço às repetidas investigações.

Ademais, a defesa denuncia o gravíssimo fato que não se deu o Direito e oportunidade ao Delegado Baena contactar seus advogados avisando de sua prisão e do cumprimento do mandado de busca, o que somente reforça a ilegalidade denunciada.

A defesa está tomando todas as medidas para fazer cessar, imediatamente, a coação espúria constatada".

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