Delegado da PF que recebia dinheiro de traficante em troca de informações privilegiadas é preso no RJ
Além de Fabrizio Romano, o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena também foi detido


Emanuelle Menezes
O delegado da Polícia Federal Fabrizio Romano foi preso, na manhã desta segunda-feira (9), no Rio de Janeiro, por suspeita de receber dinheiro de um traficante internacional de drogas em troca de informações privilegiadas e influência dentro da corporação.
A prisão ocorreu durante a Operação Anomalia, deflagrada pela PF para desarticular um núcleo criminoso suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer os interesses do traficante. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao todo, os agentes cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na capital fluminense, além de medidas cautelares como afastamento do exercício de função pública.
Além de Romano, o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena também foi preso.

Como funcionava o esquema
De acordo com as apurações, os suspeitos estruturaram um esquema voltado para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas, com atuação no Brasil e no exterior.
No esquema, advogados e o ex-secretário atuavam como intermediários, viabilizando pagamentos indevidos em dinheiro ao delegado da Polícia Federal. Em troca, ele repassaria informações internas e utilizaria influência dentro da instituição para beneficiar o traficante investigado.
As investigações também apontam a participação de um indivíduo com histórico criminal, que atuaria na articulação política e operacional do grupo em Brasília.
Força-tarefa contra o crime organizado
A Operação Anomalia integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para fortalecer a atuação da PF no combate a organizações criminosas violentas no estado do Rio de Janeiro.
A iniciativa também tem como objetivo identificar e desarticular conexões entre grupos criminosos e agentes públicos ou políticos, especialmente em casos envolvendo corrupção e vazamento de informações estratégicas.
Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.








