Delegado da PF que recebia dinheiro de traficante em troca de informações privilegiadas é preso no RJ
Além de Fabrizio Romano, o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena também foi detido
Emanuelle Menezes
O delegado da Polícia Federal Fabrizio Romano foi preso, na manhã desta segunda-feira (9), no Rio de Janeiro, por suspeita de receber dinheiro de um traficante internacional de drogas em troca de informações privilegiadas e influência dentro da corporação.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A prisão ocorreu durante a Operação Anomalia, deflagrada pela PF para desarticular um núcleo criminoso suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer os interesses do traficante. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao todo, os agentes cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na capital fluminense, além de medidas cautelares como afastamento do exercício de função pública.
Além de Romano, o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena também foi preso.
O ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena | Reprodução
Como funcionava o esquema
De acordo com as apurações, os suspeitos estruturaram um esquema voltado para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas, com atuação no Brasil e no exterior.
No esquema, advogados e o ex-secretário atuavam como intermediários, viabilizando pagamentos indevidos em dinheiro ao delegado da Polícia Federal. Em troca, ele repassaria informações internas e utilizaria influência dentro da instituição para beneficiar o traficante investigado.
As investigações também apontam a participação de um indivíduo com histórico criminal, que atuaria na articulação política e operacional do grupo em Brasília.
Força-tarefa contra o crime organizado
A Operação Anomalia integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para fortalecer a atuação da PF no combate a organizações criminosas violentas no estado do Rio de Janeiro.
A iniciativa também tem como objetivo identificar e desarticular conexões entre grupos criminosos e agentes públicos ou políticos, especialmente em casos envolvendo corrupção e vazamento de informações estratégicas.
Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
Delegado da PF que recebia dinheiro de traficante em troca de informações privilegiadas é preso no RJAlém de Fabrizio Romano, o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena também foi detidoCidades2026-03-09T15:28:06.644ZO delegado da Polícia Federal Fabrizio Romano foi preso, na manhã desta segunda-feira (9), no Rio de Janeiro, por suspeita de receber dinheiro de um traficante internacional de drogas em troca de informações privilegiadas e influência dentro da corporação. A prisão ocorreu durante a Operação Anomalia, deflagrada pela PF para desarticular um núcleo criminoso suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer os interesses do traficante. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, os agentes cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na capital fluminense, além de medidas cautelares como afastamento do exercício de função pública. Além de Romano, o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena também foi preso. Como funcionava o esquema De acordo com as apurações, os suspeitos estruturaram um esquema voltado para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas, com atuação no Brasil e no exterior. No esquema, advogados e o ex-secretário atuavam como intermediários, viabilizando pagamentos indevidos em dinheiro ao delegado da Polícia Federal. Em troca, ele repassaria informações internas e utilizaria influência dentro da instituição para beneficiar o traficante investigado. As investigações também apontam a participação de um indivíduo com histórico criminal, que atuaria na articulação política e operacional do grupo em Brasília. Força-tarefa contra o crime organizado A Operação Anomalia integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para fortalecer a atuação da PF no combate a organizações criminosas violentas no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa também tem como objetivo identificar e desarticular conexões entre grupos criminosos e agentes públicos ou políticos, especialmente em casos envolvendo corrupção e vazamento de informações estratégicas. Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/delegado-da-pf-que-recebia-dinheiro-de-traficante-em-troca-de-informacoes-privilegiadas-e-preso-no-rj
Irã condiciona abertura de Ormuz a indenização dos EUA
Perto do acordo com Omã, Teerã afirma que a nova rota de navegação depende do cumprimento de condições pelos EUA e de compensação pelos ataques ao país