Como evitar que menores sejam vítimas de abusadores?
Caso de menina estuprada na volta da escola no DF reacende debate sobre segurança de crianças e adolescentes; Brasil tem 150 estupros por dia nesta faixa etária
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Flavia Travassos, Natalia Vieira
05/04/2025, 02:08 • Atualizado em 05/04/2025, 02:08
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O sequestro e estupro de uma menina de 13 anos no entorno do Distrito Federalacendeu um alerta sobre a segurança de crianças e adolescentes no Brasil. O crime, cometido por um homem de 43 anos, que já cumpria prisão domiciliar por violência sexual contra menor, expõe uma realidade alarmante: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em média 150 crianças e adolescentes são estuprados por dia no país, o equivalente a uma vítima a cada 10 minutos.
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O caso exemplifica uma tática comum usada por criminosos: o agressor fingiu ser um influenciador digital e convidou a vítima para participar de gravações de vídeo para uma rede social.
Especialistas alertam que jovens são frequentemente atraídos com promessas de fama e dinheiro, podendo se tornar vítimas de exploração sexual e até tráfico de pessoas.
Pais relatam que passaram a acompanhar os filhos até a escola e reforçam diariamente orientações de segurança, como não conversar com estranhos ou aceitar caronas. Algumas cidades, como São Bernardo do Campo na Grande São Paulo, implementaram medidas como a presença obrigatória de guardas municipais nos horários de entrada e saída das escolas.
O Disque 100 do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania registrou mais de 6 mil denúncias de estupro de vulneráveis no primeiro trimestre de 2023, um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Contudo, a realidade pode ser ainda pior, já que estima-se que apenas 10% dos casos sejam denunciados.
O subregistro se deve, em grande parte, ao medo de represálias e ao constrangimento das vítimas. Muitas vezes, o agressor é alguém próximo à família, o que dificulta ainda mais a denúncia. Essa situação ressalta a importância de políticas públicas efetivas e de uma rede de apoio para incentivar as denúncias e proteger as vítimas.
Enquanto autoridades e sociedade civil debatem medidas mais eficazes para combater esse tipo de crime, pais e responsáveis seguem alertando seus filhos sobre os perigos e reforçando cuidados básicos. A mensagem é clara: quando se trata da segurança de crianças e adolescentes, o cuidado nunca é demais.
Como evitar que menores sejam vítimas de abusadores? Caso de menina estuprada na volta da escola no DF reacende debate sobre segurança de crianças e adolescentes; Brasil tem 150 estupros por dia nesta faixa etáriaCidades2025-04-05T02:08:35.071ZO acendeu um alerta sobre a segurança de crianças e adolescentes no Brasil. O crime, cometido por um homem de 43 anos, que já cumpria prisão domiciliar por violência sexual contra menor, expõe uma realidade alarmante: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em média 150 crianças e adolescentes são estuprados por dia no país, o equivalente a uma vítima a cada 10 minutos. O caso exemplifica uma tática comum usada por criminosos: o agressor fingiu ser um influenciador digital e convidou a vítima para participar de gravações de vídeo para uma rede social. Especialistas alertam que jovens são frequentemente atraídos com promessas de fama e dinheiro, podendo se tornar vítimas de exploração sexual e até tráfico de pessoas. Pais relatam que passaram a acompanhar os filhos até a escola e reforçam diariamente orientações de segurança, como não conversar com estranhos ou aceitar caronas. Algumas cidades, como São Bernardo do Campo na Grande São Paulo, implementaram medidas como a presença obrigatória de guardas municipais nos horários de entrada e saída das escolas. O Disque 100 do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania registrou mais de 6 mil denúncias de estupro de vulneráveis no primeiro trimestre de 2023, um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Contudo, a realidade pode ser ainda pior, já que estima-se que apenas 10% dos casos sejam denunciados. O subregistro se deve, em grande parte, ao medo de represálias e ao constrangimento das vítimas. Muitas vezes, o agressor é alguém próximo à família, o que dificulta ainda mais a denúncia. Essa situação ressalta a importância de políticas públicas efetivas e de uma rede de apoio para incentivar as denúncias e proteger as vítimas. Enquanto autoridades e sociedade civil debatem medidas mais eficazes para combater esse tipo de crime, pais e responsáveis seguem alertando seus filhos sobre os perigos e reforçando cuidados básicos. A mensagem é clara: quando se trata da segurança de crianças e adolescentes, o cuidado nunca é demais.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/como-evitar-que-menores-sejam-vitimas-de-abusadores-caso-no-df-acende-alerta-para-familias
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