Polícia

Casos de sequestro relâmpago aumentam 14% no estado de SP

Levantamento do SBT aponta 721 casos entre janeiro e novembro; crimes causam violência, perdas financeiras e sequelas psicológicas duradouras

Os sequestros relâmpago registraram alta de 14% no Estado de São Paulo em 2025, segundo levantamento exclusivo do SBT, feito com base na Lei de Acesso à Informação.

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De janeiro a novembro, foram 721 ocorrências, contra 632 no mesmo período de 2024. Na prática, duas pessoas são vítimas por dia no estado.

Uma vítima, que prefere não se identificar, relembra o desespero vivido durante quase duas horas sob poder dos criminosos. “Eu achava que eu ia morrer. Orava pela minha vida, porque tenho um filho para criar. Aquele período parecia uma eternidade”, conta.

O crime ocorreu em julho do ano passado, durante uma corrida entre Mairiporã, na Região Metropolitana, e a capital paulista. O que parecia um trajeto comum virou uma emboscada.

“Não era uma corrida, era uma armadilha. Colocaram a arma na minha cabeça, amarraram meus braços com enforca-gato e colocaram um saco preto na minha cabeça”, relata.

Casos recentes reforçam a escalada da violência

Outros episódios nas últimas semanas evidenciam o avanço do crime: um empresário foi resgatado após dois dias em cativeiro na zona leste da capital, com três suspeitos presos; um deles pode estar ligado à morte do engenheiro Felipe Araújo, baleado ao reagir a uma tentativa de sequestro.

Também nesta semana, um auditor fiscal foi libertado após mais de 30 horas sob poder dos criminosos. No início do mês, uma mulher foi sequestrada no estacionamento de um supermercado na zona sul.

Por que os sequestros aumentaram?

Especialistas em segurança pública apontam que a desatenção e o uso frequente do celular facilitam a ação criminosa. “A maioria das pessoas sai de casa com aplicativos bancários no telefone, o que facilita o crime”, explica um especialista.

Como se proteger?

As principais orientações são:

  • Redobrar a atenção ao entrar e sair de veículos;
  • Manter portas travadas e vidros fechados;
  • Evitar usar o celular durante deslocamentos, a pé ou de carro.

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