Caso Kaleb: atestado de óbito aponta que bebê morreu após traumatismo no abdômen
Polícia Civil investiga caso; uma das linhas de investigação é de que menino sofria maus-tratos em casa
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Iris Tavares
19/07/2024, 13:51 • Atualizado em 19/07/2024, 13:53
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Kaleb da Cruz Lisboa, de 2 anos, morreu na quarta-feira | Reprodução/Redes sociais
O atestado de óbito do pequeno Kaleb Gabriel da Cruz Lisboa, de 2 anos, que morreu após ser levado pela mãe e pelo padrasto para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ricardo de Albuquerque, na zona norte do Rio, apontou que a criança teve um traumatismo do abdômen com lesão do pâncreas.
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Ainda de acordo com o laudo, emitido na última quarta-feira (17), a lesão causou pancreatite necro-hemorrágica, uma inflamação aguda — e mais grave — no pâncreas, além de peritonite, uma inflamação da membrana que reveste a parede abdominal e cobre os órgãos abdominais.
A mãe do bebê, Aline Julia, contou ao SBT que o filho foi levado à UPA na terça (16) após cair da cama e bater com o tórax em uma estrutura de ferro e o rosto no chão.
Segundo ela, no local, Kaleb foi atendido e encaminhado para internação no Hospital Municipal Albert Schweitzer. Lá, fez um exame de imagem e foi liberado. No dia seguinte, a mulher voltou com o filho à unidade de saúde, mas ele já estava morto, segundo a direção da UPA.
"A direção da UPA Ricardo de Albuquerque esclarece que o pequeno Kaleb deu entrada na unidade no dia 16/07, levado pela mãe e o padrasto. Após relato de queda e vômito feito pelos responsáveis, eles foram orientados a permanecer na unidade para que a criança fosse encaminhada com prioridade para exame de tomografia, mas optaram por sair à revelia, ou seja, por conta própria, sem alta dada pela equipe médica. No dia seguinte, a criança retornou à UPA já em óbito", diz a Secretaria Estadual de Saúde, em nota.
A mãe e o padrasto do menino acusam o Hospital Municipal Albert Schweitzer de negligência. O corpo do menino vai ser enterrado nesta sexta-feira (19).
Investigação
A Polícia Civil investiga o caso. Familiares e vizinhos do casal acusam a mãe e o padrasto de serem agressivos. Nas redes sociais, uma mulher diz que mora em frente à casa da família e afirma que escutava a criança ser maltratada.
"Na minha opinião, ele não caiu e fizeram maldade com ele. Até porque o susposto marido dela não gostava dele. Outra vez o menino apareceu com a orelha queimada e com marcas de dente no corpo. Isso precisa ser investigado", escreveu a vizinha.
Em entrevista ao SBT Rio, Aline Julia disse que dava "chineladas" nas pernas do filho e o colocava de castigo porque ele era "muito arteiro".
Para a perícia, uma pancada anterior já havia causado dano nos órgãos do menino. Uma das linhas de investigação da delegacia que investiga o caso envolve maus-tratos. A outra é negligência médica.
A mãe e o padrasto do bebê já prestaram depoimento à polícia, na 31ª DP. A partir de segunda (22), médicos também serão chamados para depor.
Caso Kaleb: atestado de óbito aponta que bebê morreu após traumatismo no abdômen Polícia Civil investiga caso; uma das linhas de investigação é de que menino sofria maus-tratos em casaCidades2024-07-19T13:51:07.372ZO atestado de óbito do pequenoque morreu após ser levado pela mãe e pelo padrasto para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ricardo de Albuquerque, na zona norte do Rio, apontou que a criança teve um traumatismo do abdômen com lesão do pâncreas. Ainda de acordo com o laudo, emitido na última quarta-feira (17), a lesão causou pancreatite necro-hemorrágica, uma inflamação aguda — e mais grave — no pâncreas, além de peritonite, uma inflamação da membrana que reveste a parede abdominal e cobre os órgãos abdominais. A mãe do bebê, Aline Julia, contou ao SBT que o filho foi levado à UPA na terça (16) após cair da cama e bater com o tórax em uma estrutura de ferro e o rosto no chão. Segundo ela, no local, Kaleb foi atendido e encaminhado para internação no Hospital Municipal Albert Schweitzer. Lá, fez um exame de imagem e foi liberado. No dia seguinte, a mulher voltou com o filho à unidade de saúde, mas ele já estava morto, segundo a direção da UPA. "A direção da UPA Ricardo de Albuquerque esclarece que o pequeno Kaleb deu entrada na unidade no dia 16/07, levado pela mãe e o padrasto. Após relato de queda e vômito feito pelos responsáveis, eles foram orientados a permanecer na unidade para que a criança fosse encaminhada com prioridade para exame de tomografia, mas optaram por sair à revelia, ou seja, por conta própria, sem alta dada pela equipe médica. No dia seguinte, a criança retornou à UPA já em óbito", diz a Secretaria Estadual de Saúde, em nota. A mãe e o padrasto do menino acusam o Hospital Municipal Albert Schweitzer de negligência. O corpo do menino vai ser enterrado nesta sexta-feira (19). Investigação A Polícia Civil investiga o caso. Familiares e vizinhos do casal acusam a mãe e o padrasto de serem agressivos. Nas redes sociais, uma mulher diz que mora em frente à casa da família e afirma que escutava a criança ser maltratada. "Na minha opinião, ele não caiu e fizeram maldade com ele. Até porque o susposto marido dela não gostava dele. Outra vez o menino apareceu com a orelha queimada e com marcas de dente no corpo. Isso precisa ser investigado", escreveu a vizinha. Em entrevista ao SBT Rio, Aline Julia disse que dava "chineladas" nas pernas do filho e o colocava de castigo porque ele era "muito arteiro". Para a perícia, uma pancada anterior já havia causado dano nos órgãos do menino. Uma das linhas de investigação da delegacia que investiga o caso envolve maus-tratos. A outra é negligência médica. A mãe e o padrasto do bebê já prestaram depoimento à polícia, na 31ª DP. A partir de segunda (22), médicos também serão chamados para depor.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/caso-kaleb-atestado-de-obito-aponta-que-bebe-morreu-apos-traumatismo-do-abdomen-com-lesao-do-pancreas