Carnaval de SP tem cerca de 60 presos e policiais fantasiados em blocos
Ações aconteceram em grande parte nos bairros da República e do Ibirapuera, onde há grande fluxo de foliões


Naiara Ribeiro
Agência SBT
Cerca de 60 pessoas foram presas por policiais civis e militares antes e durante o Carnaval em São Paulo, segundo levantamento da Agência SBT com base em dados divulgados pelas corporações até a madrugada desta quarta-feira (18). A maioria dos casos envolve furtos de celulares e tráfico de drogas, principalmente nas regiões da República e do Ibirapuera.
Parte das detenções ocorreu com o apoio de uma estratégia diferente: policiais civis infiltrados nos blocos, fantasiados e misturados aos foliões. Com isso, os agentes conseguem circular sem chamar atenção em meio à multidão, onde criminosos costumam se aproveitar da distração das vítimas para cometer furtos.
A tática é usada pela Polícia Civil desde 2023. De acordo com a delegada Sandra Buzati, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as equipes são posicionadas com base em dados de inteligência, que apontam os locais com maior concentração de público e histórico de ocorrências.
Entre os comportamentos que despertam suspeita estão pessoas que circulam sem participar da festa, observando bolsos e bolsas ou se aproximando repetidamente de foliões distraídos. Quando identificam a ação criminosa, os agentes fazem a abordagem e realizam a prisão em flagrante.
As fantasias variam conforme o perfil dos blocos. Já houve equipes caracterizadas como personagens da franquia Meu Malvado Favorito, como “Minions” e o vilão Gru, além de grupos vestidos de Caça-Fantasmas, personagens de Scooby-Doo e da turma do Chaves.
Além das prisões em flagrante, os policiais também fazem consultas nos sistemas de segurança durante as abordagens e podem usar reconhecimento facial para identificar pessoas com mandado de prisão em aberto.







