Bloqueador de sinal facilita furtos em carros e acende alerta em SP
Uso de dispositivo ilegal, conhecido como “chapolin”, é utilizado para bloquear o travamento de veículos e fez os crimes crescerem quase 14% na capital
Magdalena Bonfiglioli
O SBT Brasil faz um alerta: criminosos estão usando bloqueadores de sinal, conhecidos como “chapolins”, para facilitar furtos em veículos. Só na capital, esse tipo de crime cresceu quase 14% no ano passado, segundo dados da polícia de São Paulo.
As imagens impressionam pela tranquilidade da ação criminosa. O suspeito se aproxima do carro, abre a porta sem forçar e retira pertences, como mochilas, sem levantar suspeitas de quem passa pelo local.
Isso acontece porque o criminoso usa um dispositivo que bloqueia o sinal da chave eletrônica. O motorista acredita que trancou o veículo, mas a porta permanece destravada, facilitando o furto.
Por que o nome “chapolin”?
O equipamento ficou conhecido como “chapolin” em referência ao personagem mexicano Chapolin Colorado e ao bordão “não contavam com a minha astúcia”. Na prática, porém, a tecnologia é usada apenas para causar prejuízo às vítimas.
A venda e o uso do chapolin são proibidos por lei, mas o mercado clandestino continua ativo, o que incentiva a ação de quadrilhas especializadas nesse tipo de crime.
Esse é outro ponto de alerta. Um simples controle remoto de portão eletrônico, seja de prédio ou residência, pode interferir na radiofrequência da chave do carro em determinados modelos e marcas.
Em teste realizado por um comerciante especialista em controles, o próprio carro não trancou ao mesmo tempo em que o alarme foi acionado e o controle do portão apertado.
Especialistas alertam que, enquanto muitos portões residenciais já contam com tecnologia anticlonagem, o setor automotivo parece ter ficado para trás na corrida por mais segurança, deixando motoristas vulneráveis a golpes cada vez mais simples.









