Mulher sofre importunação sexual em ônibus de SP, dá soco no agressor que foge armado
Ao tentar escapar de passageiros revoltados, suspeito ficou preso nas portas do veículo e chegou a ser arrastado por vários metros; ele mostrou uma arma e fugiu

Sofia Pilagallo
Agência SBT
Um caso de importunação sexual em um ônibus de São Paulo, nesta sexta-feira (30), provocou uma confusão generalizada na região central da cidade, com cenas dignas de um roteiro de série: teve soco no rosto e chute nas costas, agressor entalado na porta do ônibus e ameaça com arma de fogo durante a fuga.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito mostrou o órgão genital à uma mulher que estava sentada ao lado dele no coletivo. O ônibus passava pela rua Mário de Andrade, no bairro da Barra Funda, cenário da confusão.
À Agência SBT, a vítima, uma mulher de 32 anos, contou que deixou o trabalho por volta das 14h, no bairro Casa Verde, zona norte, e embarcou em um micro-ônibus que circula entre o Jardim Pery Alto e o Terminal Rodoviário Barra Funda, onde era seu destino. O transporte estava cheio, mas ela conseguiu um assento na penúltima fileira, ao lado da janela.
Conforme o ônibus se aproximou do terminal, o veículo começou a esvaziar e o banco ao lado da vítima ficou vago. Nesse momento, o suspeito sentou-se ao seu lado. O homem foi aproximando suas pernas da vítima, que estranhou a conduta. Ela optou por guardar o celular na bolsa, acreditando que o suspeito estaria planejando roubá-la. Então, quando abaixou a cabeça em direção ao aparelho, viu que o homem estava com o zíper da calça aberto e o órgão genital exposto.
O Código Penal define este tipo de atitude como importunação sexual, que significa "praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro".
A primeira reação da vítima foi gritar. Depois, ela desferiu um soco no rosto do suspeito, que levantou-se para tentar desembarcar do ônibus, enquanto passageiros tentavam entender o que ocorria. O motorista, então, fechou as portas de saída para que o homem não pudesse fugir.
O sujeito tentou forçar as portas do ônibus em movimento, ficando parcialmente preso. Na sequência, outro passageiro, que tentava contê-lo, acertou um chute nas costas do agressor. O homem caiu para fora do veículo, mas ainda ficou com o pé esquerdo preso à porta, e acabou sendo arrastado por alguns metros até a parada total do veículo.
O caso foi registrado pela Delegacia Eletrônica e a polícia tenta identificar o suspeito de importunação sexual.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou repudiar veementemente qualquer tipo de assédio e abuso no transporte público. O órgão informou que, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, a gestão "trabalha constantemente no combate e prevenção à violência sexual nos ônibus municipais."
A Prefeitura informou ainda que o motorista agiu de acordo com o protocolo estabelecido pela SPTrans nesses casos. O protocolo determina que o motorista deve parar o ônibus, fechar as portas e aguardar a chegada do policiamento ou conduzi-lo até a unidade policial mais próxima, onde a vítima poderá registrar o boletim de ocorrência e receber amparo das autoridades.









