Em São Paulo, apreensões de fuzis mais que dobram em três anos
No período, número de apreensões no estado cresceu 112%; armamento é usado por criminosos em roubo a residências na capital paulista
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Magdalena Bonfiglioli, Majô Gondim, Marcia Barros
02/08/2025, 00:39 • Atualizado em 02/08/2025, 01:35
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O número de fuzis apreendidos no estado de São Paulo mais que dobrou nos últimos três anos. Esse tipo de armamento pesado foi usado por criminosos que invadiram duas mansões, simultaneamente, no Morumbi, zona nobre de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (30).
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Imagens de câmeras de segurança mostram homens encapuzados e com fuzis dentro de uma das casas. “Graças a Deus, eu não estava em casa. Mas consigo sentir um pouquinho do que é estar lá e ter que enfrentar isso, é terror, é terror”, relatou a dona de uma das residências invadidas, que preferiu não se identificar. Questionada se já havia visto um fuzil, respondeu: "Em filmes.”
As famílias das duas residências estavam viajando. Os criminosos acessaram os imóveis através de uma casa vizinha que está em obras.
De acordo com dados da Polícia, só no primeiro semestre deste ano foram apreendidos 121 fuzis no estado. Essas armas têm capacidade de derrubar helicópteros e disparam até 700 tiros por minuto.
Nos primeiros seis meses dos últimos três anos, 340 fuzis foram apreendidos em São Paulo, um aumento de 112% em relação ao mesmo período de 2019, 2020 e 2021, quando o número era de 160.
Segundo o diretor do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, existem duas explicações principais para o crescimento da circulação dessas armas no país. A primeira está na facilidade de entrada pelas fronteiras.“Temos uma fronteira seca muito grande, por onde esses armamentos entram sem fiscalização efetiva, sem controle”, explicou.
A segunda razão está relacionada à legislação que autorizou a posse e o uso de armas pelos chamados CACs – colecionadores, atiradores e caçadores. Atualmente, segundo a Polícia Federal, há cerca de 1,5 milhão de armas nas mãos de quase um milhão de CACs no Brasil.
Ainda segundo o delegado, essa liberação tem facilitado o acesso do crime organizado às armas: “Acaba envolvendo fraudes, infiltração do crime organizado para obter esse tipo de armamento e munição. Isso, sem sombra de dúvidas, facilita o trabalho das quadrilhas e dificulta a atuação das forças de segurança do nosso país.”
Em São Paulo, apreensões de fuzis mais que dobram em três anosNo período, número de apreensões no estado cresceu 112%; armamento é usado por criminosos em roubo a residências na capital paulistaCidades2025-08-02T00:39:10.258ZO número de fuzis apreendidos no estado de São Paulo mais que dobrou nos últimos três anos. Esse tipo de armamento pesado foi usado por criminosos que invadiram duas mansões, simultaneamente, no Morumbi, zona nobre de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (30). Imagens de câmeras de segurança mostram homens encapuzados e com fuzis dentro de uma das casas. “Graças a Deus, eu não estava em casa. Mas consigo sentir um pouquinho do que é estar lá e ter que enfrentar isso, é terror, é terror”, relatou a dona de uma das residências invadidas, que preferiu não se identificar. Questionada se já havia visto um fuzil, respondeu: "Em filmes.” As famílias das duas residências estavam viajando. Os criminosos acessaram os imóveis através de uma casa vizinha que está em obras. De acordo com dados da Polícia, só no primeiro semestre deste ano foram apreendidos 121 fuzis no estado. Essas armas têm capacidade de derrubar helicópteros e disparam até 700 tiros por minuto. Nos primeiros seis meses dos últimos três anos, 340 fuzis foram apreendidos em São Paulo, um aumento de 112% em relação ao mesmo período de 2019, 2020 e 2021, quando o número era de 160. Segundo o diretor do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, existem duas explicações principais para o crescimento da circulação dessas armas no país. A primeira está na facilidade de entrada pelas fronteiras.“Temos uma fronteira seca muito grande, por onde esses armamentos entram sem fiscalização efetiva, sem controle”, explicou. A segunda razão está relacionada à legislação que autorizou a posse e o uso de armas pelos chamados CACs – colecionadores, atiradores e caçadores. Atualmente, segundo a Polícia Federal, há cerca de 1,5 milhão de armas nas mãos de quase um milhão de CACs no Brasil. Ainda segundo o delegado, essa liberação tem facilitado o acesso do crime organizado às armas: “Acaba envolvendo fraudes, infiltração do crime organizado para obter esse tipo de armamento e munição. Isso, sem sombra de dúvidas, facilita o trabalho das quadrilhas e dificulta a atuação das forças de segurança do nosso país.” São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/apreensoes-de-fuzis-mais-que-dobram-em-sp-bandidos-invadem-mansoes-na-zona-sul
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