Polícia

Após saída de Haddad, governo inicia ampla reforma ministerial e prevê cerca de 20 trocas

Movimentação é impulsionada pela legislação eleitoral, que exige a desincompatibilização de cargos para quem pretende disputar eleições

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Fernando Haddad gesticula enquanto fala ao microfone | Lula Marques/Agência Brasil)

O governo federal iniciou uma ampla reforma ministerial com a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (20) e faz parte de um movimento maior.

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Cerca de 20 ministérios devem sofrer trocas antes das eleições. Rui Costa deve deixar a Casa Civil para disputar o Senado pela Bahia — Miriam Belchior é cotada para assumir o cargo —, enquanto Gleisi Hoffmann deve sair das Relações Institucionais para disputar o Senado pelo Paraná; Olavo Noleto aparece como possível substituto.

Além disso, também são esperadas as saídas de Simone Tebet, do Planejamento, e Marina Silva, do Meio Ambiente, ambas com planos eleitorais.

A movimentação é impulsionada pela legislação eleitoral, que exige a desincompatibilização de cargos para quem pretende disputar eleições. A troca em larga escala representa um desafio para o governo, que precisa manter o funcionamento da máquina pública em áreas estratégicas no último ano de mandato.

Especialistas avaliam que a substituição por nomes técnicos pode garantir continuidade administrativa, mas exigirá articulação política para evitar ruídos e manter o ritmo de entregas.

Saída de Haddad

Fernando Haddad deixa o cargo para disputar o governo de São Paulo. Segundo o próprio ex-ministro, a decisão foi tomada após avaliação política dentro do governo, considerando a importância da eleição estadual.

Em declaração, Haddad afirmou que sua participação na disputa seria mais relevante neste momento. Com a saída de Haddad, o atual secretário-executivo, Dário Durigan, assume o comando da Fazenda.

Em sua primeira fala como ministro, Durigan defendeu a continuidade da política econômica, com foco no equilíbrio das contas públicas e na justiça social.

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