Política

"Se me deixarem ter a bola no pé, entro em campo e ganho", diz Eduardo Leite sobre disputa à presidência pelo PSD

Ao SBT News, governador do RS defende alternativa à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro e diz que PSD deve definir candidato na próxima semana

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19/03/2026, 20:08 • Atualizado em 19/03/2026, 20:08
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quinta-feira (19), em entrevista exclusiva ao SBT News, que está determinado a liderar um projeto alternativo para o Brasil nas próximas eleições presidenciais. Em meio à disputa interna no partido — que também conta com os governadores Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO) como pré-candidatos —, Leite defendeu sua trajetória de independência política e garantiu estar pronto para a corrida ao Palácio do Planalto.

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"Se me deixarem ter a bola no pé, entro em campo e ganho esse jogo. Estou muito determinado a isso", declarou o governador gaúcho.

Segundo Leite, a escolha do nome que representará o PSD na disputa presidencial não se baseará em uma fórmula matemática, mas no diálogo e no "faro político" das lideranças, sob a condução do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. A expectativa é que o partido tome uma decisão já na próxima semana.

Apesar de reconhecer que Ratinho Júnior leva vantagem pelo maior tempo de filiação ao PSD, Leite destacou a maturidade dos pré-candidatos em convergir para um projeto único.

"Ao invés de buscarmos os caminhos mais fáceis para atender aos nossos projetos individuais, todos nós entendemos que devemos estar numa mesma permissão partidária. O que vai emergir desse processo será a candidatura mais forte", explicou.

Alternativa à polarização

Durante a entrevista, Leite fez críticas à atual polarização política do país, centralizada nas figuras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro. Para o governador, sua recusa em aderir a qualquer um dos polos nas últimas eleições teve um custo político, mas garantiu a legitimidade necessária para apresentar uma "terceira via".

"Defendo um caminho que combata as desigualdades e respeite a diversidade, mas que, ao mesmo tempo, seja firme contra o crime, moderno na gestão pública, reduza o tamanho da máquina e dê espaço para quem empreende e trabalha", argumentou. Ele ressaltou que a escolha do partido levará em conta qual candidato conseguirá dialogar com a maior parcela dos brasileiros nesse cenário radicalizado.

Futuro no Rio Grande do Sul e sucessão

Questionado sobre a possibilidade de renunciar ao cargo de governador antes do fim do mandato para disputar a Presidência ou uma vaga ao Senado, Eduardo Leite foi cauteloso. Ele reiterou seu compromisso com a reconstrução do Rio Grande do Sul pós-enchentes, mas deixou as portas abertas para a desincompatibilização, sinalizando seu vice como opção.

"Ainda estamos analisando o cenário e prefiro aguardar o desdobramento do processo dentro do partido. Meu compromisso também é encaminhar da melhor forma o processo sucessório. Nosso vice-governador, Gabriel Souza, é disparadamente o melhor quadro para continuar o nosso trabalho", afirmou.

Apesar de admitir que uma candidatura ao Senado "é uma possibilidade" e de reconhecer o peso de suas responsabilidades locais, Leite reforçou que seu foco principal continua sendo o projeto nacional. "Eu insisto e persisto no primeiro caminho: quero muito oferecer ao Brasil e liderar um projeto alternativo à polarização. Prefiro esperar a definição do partido em nível nacional", concluiu.

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