Motta diz que transição para fim da 6x1 segue indefinida
Presidente da Câmara não confirma entrega do relatório na quarta (20), mas mantém previsão de votação para a próxima semana
Jessica Cardoso
O presidente da Câmara, Hugo Motta, em declarações a jornalistas | Marina Ramos/Camara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (19) que ainda não há consenso sobre como será feita a transição para o fim da escala 6x1.
As negociações envolvem duas possibilidades até o momento: uma transição de 5 anos sem pagamento de horas extras ou um prazo entre 2 e 3 anos, modelo que o governo do presidente Lula (PT) passou a admitir nas negociações, após inicialmente se manifestar contra qualquer período de transição.
“A ideia é construirmos com o governo um acordo. Essa questão ainda não está 100% resolvida. Por quê? Porque temos que dialogar até o final até para entender como se dará a conclusão dessa questão do texto. Então, esse é um dos pontos que vamos tratar nos próximos dias para que tenhamos a proposta apresentada pelo relator. Esse é um dos pontos que ainda faltam ser fechados”, declarou a jornalistas.
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Questionado sobre a entrega do relatório na quarta-feira (20), Motta não confirmou a data e afirmou apenas que a Câmara “vai avançar para que esse relatório seja entregue o quanto antes”.
O presidente da Casa atribuiu o eventual atraso à agenda intensa da semana que adiou reuniões com o relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA).
“Confesso que eu estava marcado com o relator no dia de ontem. Não foi possível a nossa reunião porque tivemos uma agenda puxada com a Marcha [dos Prefeitos]. Hoje, da mesma forma. Amanhã, temos eventos. Tem a posse do ministro Odair no TCU. Então, temos uma semana com muitos eventos acontecendo de forma concomitante”, disse.
Segundo Motta, um encontro com Prates e o presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), deve ocorrer até quinta-feira (21).
Apesar da indefinição sobre a apresentação do parecer, Motta manteve a previsão de votação da proposta na próxima semana. Segundo ele, a previsão é que o relatório seja votado e a comissão conclua os trabalhos até o dia 27.
“[...] a nossa ideia é, em comissão especial concluindo, podermos, ainda na semana que vem, trazer o texto direto para o plenário”, disse.
PLP dos combustíveis
Além da PEC da escala 6x1, Motta afirmou que a Câmara também deve avançar nas negociações do projeto de lei complementar enviado pelo governo para reduzir tributos sobre combustíveis em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.
Segundo o presidente da Câmara, a relatora da proposta, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), retomou as conversas com integrantes do governo e deve se reunir na quarta-feira (20) com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em busca de um texto de consenso.
O projeto foi enviado ao Congresso em 23 de abril pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS). A proposta cria um mecanismo para reduzir temporariamente tributos sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel quando houver aumento extraordinário da arrecadação com a exportação de petróleo.
A ideia é utilizar parte da arrecadação adicional obtida com a alta internacional do barril do petróleo para evitar repasses ao consumidor final durante períodos de instabilidade internacional, como o atual conflito envolvendo o Irã e os Estados Unidos.
Motta diz que transição para fim da 6x1 segue indefinida Presidente da Câmara não confirma entrega do relatório na quarta (20), mas mantém previsão de votação para a próxima semanaPolítica2026-05-19T21:36:22.563ZO presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (19) que ainda não há consenso sobre como será feita a transição para o fim da escala 6x1. As negociações envolvem duas possibilidades até o momento: uma transição de 5 anos sem pagamento de horas extras ou um prazo entre 2 e 3 anos, modelo que o governo do presidente Lula (PT) passou a admitir nas negociações, após inicialmente se manifestar contra qualquer período de transição. “A ideia é construirmos com o governo um acordo. Essa questão ainda não está 100% resolvida. Por quê? Porque temos que dialogar até o final até para entender como se dará a conclusão dessa questão do texto. Então, esse é um dos pontos que vamos tratar nos próximos dias para que tenhamos a proposta apresentada pelo relator. Esse é um dos pontos que ainda faltam ser fechados”, declarou a jornalistas. Questionado sobre a entrega do relatório na quarta-feira (20), Motta não confirmou a data e afirmou apenas que a Câmara “vai avançar para que esse relatório seja entregue o quanto antes”. O presidente da Casa atribuiu o eventual atraso à agenda intensa da semana que adiou reuniões com o relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA). “Confesso que eu estava marcado com o relator no dia de ontem. Não foi possível a nossa reunião porque tivemos uma agenda puxada com a Marcha [dos Prefeitos]. Hoje, da mesma forma. Amanhã, temos eventos. Tem a posse do ministro Odair no TCU. Então, temos uma semana com muitos eventos acontecendo de forma concomitante”, disse. Segundo Motta, um encontro com Prates e o presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), deve ocorrer até quinta-feira (21). Apesar da indefinição sobre a apresentação do parecer, Motta manteve a previsão de votação da proposta na próxima semana. Segundo ele, a previsão é que o relatório seja votado e a comissão conclua os trabalhos até o dia 27. “[...] a nossa ideia é, em comissão especial concluindo, podermos, ainda na semana que vem, trazer o texto direto para o plenário”, disse. PLP dos combustíveis Além da PEC da escala 6x1, Motta afirmou que a Câmara também deve avançar nas negociações do projeto de lei complementar enviado pelo governo para reduzir tributos sobre combustíveis em momentos de alta do petróleo no mercado internacional. Segundo o presidente da Câmara, a relatora da proposta, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), retomou as conversas com integrantes do governo e deve se reunir na quarta-feira (20) com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em busca de um texto de consenso. pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS). A proposta cria um mecanismo para reduzir temporariamente tributos sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel quando houver aumento extraordinário da arrecadação com a exportação de petróleo. A ideia é utilizar parte da arrecadação adicional obtida com a alta internacional do barril do petróleo para evitar repasses ao consumidor final durante períodos de instabilidade internacional, como o atual conflito envolvendo o Irã e os Estados Unidos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/motta-diz-que-transicao-para-fim-da-6x1-segue-indefinida-e-nao-confirma-entrega-do-relatorio-na-quarta-20
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