Política

Lula diz que adotará reciprocidade após EUA pedirem saída de delegado envolvido na prisão de Ramagem

Presidente criticou decisão do governo Trump que acusa o policial brasileiro de “contornar pedidos formais de extradição”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Alemanha | Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta terça-feira (21) que o Brasil adotará reciprocidade após o governo dos Estados Unidos pedir a expulsão de delegado brasileiro da Polícia Federal envolvido na prisão de Alexandre Ramagem no país. Lula disse que o movimento caracteriza “ingerência” e “abuso de autoridade” da Casa Branca.

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“Acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil. Não tem conversa, nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas nós não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas personalidades americanas querem ter em relação ao Brasil", afirmou Lula em Hannover, na Alemanha.

A administração de Trump nos EUA afirmou ontem (20) que o policial em questão tentou manipular o sistema de imigração norte-americano para contornar pedidos formais de extradição, em referência à detenção de Ramagem pelo ICE, a polícia migratória do país.

“Pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso", escreveu o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental. Segundo o órgão, o oficial brasileiro se utilizou do cargo para “estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos".

O delegado alvo da ação atua nos EUA desde 2023 em missão de cooperação junto ao ICE. Inicialmente, ficaria no país até agosto deste ano.

Lula deixou hoje a Alemanha após três dias de viagem para a maior economia da Europa. Antes, o presidente passou pela Espanha. Agora, finaliza sua gira pelo velho continente com visita de um dia por Portugal, onde se encontrará com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro.

“Saí da Alemanha feliz. Tivemos boa reunião com o governo alemão, acho que vai ser muito forte o entrosamento Brasil-Alemanha. […] Nós poderemos compartilhar uma unidade mais forte do que fizemos até agora, sobretudo com o começo da implantação do acordo Mercosul-União Europeia", declarou Lula ao deixar o hotel em Hannover.

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