Governo Lula vê avanço em negociação com EUA após primeira reunião de grupo criado com Trump
Planalto aposta em acordo parcial e progressivo para reduzir impacto de tarifas americanas, mas teme decisão desfavorável após conclusão da seção 301


Hariane Bittencourt
O governo Lula (PT) avaliou como "excelente" a primeira reunião do grupo de trabalho criado com os Estados Unidos após o encontro entre o presidente Lula e o presidente americano Donald Trump.
"A reunião foi muito positiva. Estamos caminhando para um acordo que não precisará ser abrangente. Pode ser parcial ou progressivo", afirmou ao SBT News o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias.
A conversa, realizada por videoconferência na noite desta terça-feira (20), teve como foco as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Uma nova rodada de negociações ficou marcada para a próxima semana.
Apesar da avaliação positiva, interlocutores do governo admitem que o avanço das conversas pode não ser suficiente para evitar uma decisão desfavorável ao Brasil após a conclusão da investigação da seção 301, prevista para o próximo mês.
A estratégia do Planalto é concentrar as negociações em temas de interesse comum entre os dois países. Em vez de iniciar o debate por setores mais sensíveis, como aço e etanol, o governo quer priorizar áreas consideradas consensuais, como dispositivos médicos exportados pelos EUA ao Brasil e considerados importantes para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Temas mais delicados, como terras raras e a regulamentação das big techs, ficaram fora da reunião dessa terça.
"O presidente me incumbiu de apresentar alternativas para um acordo e obter compromissos deles", completou o ministro.









