Política

Governo Lula vê avanço em negociação com EUA após primeira reunião de grupo criado com Trump

Planalto aposta em acordo parcial e progressivo para reduzir impacto de tarifas americanas, mas teme decisão desfavorável após conclusão da seção 301

Imagem da noticia Governo Lula vê avanço em negociação com EUA após primeira reunião de grupo criado com Trump
Presidente Lula e presidente dos EUA, Donald Trump, se reúnem na Casa Branca, em Washington | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula (PT) avaliou como "excelente" a primeira reunião do grupo de trabalho criado com os Estados Unidos após o encontro entre o presidente Lula e o presidente americano Donald Trump.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover
"A reunião foi muito positiva. Estamos caminhando para um acordo que não precisará ser abrangente. Pode ser parcial ou progressivo", afirmou ao SBT News o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias.

A conversa, realizada por videoconferência na noite desta terça-feira (20), teve como foco as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Uma nova rodada de negociações ficou marcada para a próxima semana.

Apesar da avaliação positiva, interlocutores do governo admitem que o avanço das conversas pode não ser suficiente para evitar uma decisão desfavorável ao Brasil após a conclusão da investigação da seção 301, prevista para o próximo mês.

A estratégia do Planalto é concentrar as negociações em temas de interesse comum entre os dois países. Em vez de iniciar o debate por setores mais sensíveis, como aço e etanol, o governo quer priorizar áreas consideradas consensuais, como dispositivos médicos exportados pelos EUA ao Brasil e considerados importantes para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Temas mais delicados, como terras raras e a regulamentação das big techs, ficaram fora da reunião dessa terça.

"O presidente me incumbiu de apresentar alternativas para um acordo e obter compromissos deles", completou o ministro.

Últimas Notícias