Política

CPMI convoca ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto para depor na próxima segunda-feira (13)

Ex-gestor foi afastado do cargo em abril, após operação da PF e da CGU que apurou fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões

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Jessica Cardoso, Márcia Lorenzatto
10/10/2025, 00:46 • Atualizado em 10/10/2025, 00:46
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Presidente do INSS, Alessandro Stefanutto | Divulgação/Wilson Dias/Agência Brasil

Presidente do INSS, Alessandro Stefanutto | Divulgação/Wilson Dias/Agência Brasil

A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS convocou o ex-presidente do instituto Alessandro Stefanutto, na condição de testemunha, prestar depoimento na próxima segunda-feira (13). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (9) pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

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“Caso ele não compareça, acionaremos a condução coercitiva na forma da lei 1.579 de 1952”, afirmou Viana ao encerrar a sessão.

A legislação estabelece que o presidente de uma CPI, ao se deparar com o não comparecimento de uma testemunha intimada, deve solicitar ao juiz criminal que determine a intimação e, se necessário, a condução coercitiva.

Alessandro Antonio Stefanutto foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o comando do INSS em julho de 2023, após a saída do interino Glauco André Wamburg.

Ele foi afastado do cargo em 23 de abril de 2025 por determinação da Justiça após a megaoperação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) que investigou um esquema de fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões.

As apurações indicaram a ocorrência de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Segundo os investigadores, os desvios podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

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