Câmara dos Deputados decide votar PL Antifacção em 2026
Decisão foi firmada durante reunião de líderes do governo e da oposição com o presidente da Casa; medida visa garantir análise detalhada
Camila Stucaluc
O presidente da Câmara, Hugo Motta, durante sessão plenária | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados decidiu, na segunda-feira (15), adiar para 2026 a análise do PL (Projeto de Lei) Antifacção. O tema deve voltar a ser pautado na Casa somente em fevereiro, quando termina o recesso parlamentar.
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A decisão foi firmada durante reunião de líderes do governo e da oposição com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo os parlamentares, o adiamento permitirá uma análise mais detalhada da proposta, possibilitando mudanças, caso necessário.
De autoria do Poder Executivo, a PL Antifacção endurece penas e prevê medidas para fortalecer as investigações contra o crime organizado no Brasil. Promover, constituir, financiar ou integrar facções criminosas, por exemplo, pode resultar em penas de 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando nos grupos, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.
Além disso, novos agravantes podem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, elevando a condenação para até 120 anos. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes dos grupos cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.
Em relação às investigações, a proposta permite a infiltração de colaboradores, inclusive a cooperação de entidades do setor privado. Para combater o poder econômico das facções, o texto facilita a apreensão de bens em favor da União, a intervenção judicial em empresas utilizadas para crimes e o bloqueio de operações financeiras, bem como a suspensão de contratos com o poder público.
“Decidimos deixar a votação para o próximo ano porque há pontos que precisam ser aprimorados e corrigidos", disse o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ). Segundo ele, o texto do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), aprovado na última semana, corrige pontos do relatório apresentado na Câmara. “É um tema polêmico, que exige mais debate”, frisou.
Câmara dos Deputados decide votar PL Antifacção em 2026Decisão foi firmada durante reunião de líderes do governo e da oposição com o presidente da Casa; medida visa garantir análise detalhadaPolítica2025-12-16T05:04:00.000ZA Câmara dos Deputados decidiu, na segunda-feira (15), adiar para 2026 a análise do PL (Projeto de Lei) Antifacção. O tema deve voltar a ser pautado na Casa somente em fevereiro, quando termina o recesso parlamentar. A decisão foi firmada durante reunião de líderes do governo e da oposição com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo os parlamentares, o adiamento permitirá uma análise mais detalhada da proposta, possibilitando mudanças, caso necessário. De autoria do Poder Executivo, a PL Antifacção endurece penas e prevê medidas para fortalecer as investigações contra o crime organizado no Brasil. Promover, constituir, financiar ou integrar facções criminosas, por exemplo, pode resultar em penas de 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando nos grupos, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos. Além disso, novos agravantes podem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, elevando a condenação para até 120 anos. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes dos grupos cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima. Em relação às investigações, a proposta permite a infiltração de colaboradores, inclusive a cooperação de entidades do setor privado. Para combater o poder econômico das facções, o texto facilita a apreensão de bens em favor da União, a intervenção judicial em empresas utilizadas para crimes e o bloqueio de operações financeiras, bem como a suspensão de contratos com o poder público. “Decidimos deixar a votação para o próximo ano porque há pontos que precisam ser aprimorados e corrigidos", disse o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ). Segundo ele, o texto do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), aprovado na última semana, corrige pontos do relatório apresentado na Câmara. “É um tema polêmico, que exige mais debate”, frisou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/camara-dos-deputados-decide-votar-pl-antifaccao-em-2026
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