Homem morre após invadir delegacia e atacar policial na zona leste de SP
Caso ocorreu na zona leste da capital; polícia investiga morte após intervenção dentro de distrito policial


Fabio Diamante
Robinson Cerantula
Um homem de 31 anos morreu após invadir uma delegacia e atacar um policial civil na zona leste de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira (16). O caso é investigado como morte decorrente de intervenção policial.
O homem foi identificado como Rafael Pereira da Silva. Segundo a polícia, ele chegou ao local a pé por volta das 2h ao 54º Distrito Policial de Cidade Tiradentes.
De acordo com o boletim de ocorrência, o homem quebrou o vidro da porta com um objeto de ferro e invadiu o prédio gritando ameaças. No saguão, ele teria atacado o investigador Fábio Araújo Soares, que estava sozinho no momento.
Durante a luta, o policial tentou conter o agressor, que também teria desferido mordidas. A arma do agente caiu no chão durante o confronto.
Ainda segundo o registro, o policial aplicou um golpe de imobilização, conhecido como “mata-leão”. O homem morreu no local.
Como se trata de morte em intervenção policial, o caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A Corregedoria da Polícia Civil também acompanha o caso.
Falta de efetivo e estrutura entram no debate
O episódio reacendeu discussões sobre a estrutura da Polícia Civil de São Paulo.
Segundo dados da corporação, há déficit de cerca de 3.901 investigadores e mais de 14 mil policiais civis no total.
Delegacias que funcionam com número reduzido de agentes durante a madrugada são apontadas como reflexo da falta de efetivo.
A unidade onde o caso ocorreu apresenta problemas estruturais. Viaturas estacionadas no local não estariam em funcionamento, e o espaço interno é utilizado como depósito de veículos apreendidos.
Além disso, itens como elevador e equipamentos apresentam falhas, segundo apuração.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que acompanha o caso e destacou que a Corregedoria também participa das investigações.
Sobre o déficit, a pasta afirmou que realizou a contratação de 15 mil policiais civis, considerada a maior nomeação da história da corporação.









