Polícia

Feminicídios avançam no Brasil mesmo com pedidos de socorro e medidas protetivas

Casos se multiplicam no país; no Rio Grande do Sul, uma mulher foi assassinada a cada dois dias em janeiro

O Brasil enfrenta uma escalada da violência contra as mulheres. Mesmo após pedidos de ajuda e solicitações de medidas protetivas, os feminicídios continuam crescendo em diferentes regiões do país. Em 2025, ao menos 1.461 mulheres foram mortas por serem mulheres, segundo dados oficiais, que ainda podem ser atualizados por alguns estados.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Um dos casos mais recentes ocorreu em Novo Barreiro, no interior do Rio Grande do Sul. Marlei Froelick, de 53 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro. Ela havia solicitado uma medida protetiva duas semanas antes do crime, mas o pedido foi negado pela Justiça.

A autorização só foi concedida após recurso do Ministério Público — um dia antes do assassinato. O crime é o 11º feminicídio registrado no estado em 2026.

Os números no estado chamam atenção. Em janeiro, o Rio Grande do Sul superou o total de feminicídios registrados no mesmo período do ano passado. Em média, uma mulher foi assassinada a cada dois dias.

Para integrantes do Ministério Público, os dados refletem um problema estrutural. Segundo a promotora Ivana Battaglin, ouvida pela reportagem, é necessário repensar comportamentos sociais.

"Estamos criando mulheres independentes, mas ainda convivemos com homens que não sabem lidar com essa autonomia."

Ela destaca que medidas protetivas precisam ser acompanhadas de monitoramento eficaz e respostas rápidas, como o uso do botão do pânico, para evitar que os pedidos de ajuda cheguem tarde demais.

Espírito Santo vira referência no combate ao feminicídio

Enquanto muitos estados registram alta, o Espírito Santo apresenta resultados positivos. Os feminicídios caíram, e a capital, Vitória, chegou à marca de 600 dias sem registro desse tipo de crime.

Entre as ações adotadas está a Casa Rosa, um centro de acolhimento que atende não apenas mulheres vítimas de violência, mas também familiares, crianças e jovens afetados pela situação.

Últimas Notícias