Polícia

Empresários são alvos da PF por suspeita de desviar mais de R$ 100 milhões da saúde

Servidores públicos também estão na mira; dinheiro deveria ser destinado ao município de Cachoeiras de Macacu, no interior do Rio de Janeiro

Imagem da noticia Empresários são alvos da PF por suspeita de desviar mais de R$ 100 milhões da saúde
Investigações apontam que foram desviados mais de 100 milhões de reais | Divulgação/PF
• Atualizado em
SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A suspeita de que foram desviados mais de R$ 100 milhões em recursos públicos destinados à saúde do município de Cachoeiras de Macacu, no interior do Rio de Janeiro, levou a Polícia Federal a deflagrar nesta quarta-feira (3) a Operação Rapha — nomeação que faz referência à expressão hebraica “Jeová Raphá”, o Deus que cura.

Segundo as investigações, empresários da saúde e servidores públicos municipais integram a organização criminosa. "Se confirmadas as suspeitas, os investigados responderão pelos crimes de peculato-desvio, organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, além de outros crimes", diz a PF em nota.

Ao todo, foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Cachoeiras de Macacu e Rio de Janeiro. Na capital, os mandados são cumpridos nos bairros da Taquara e Barra da Tijuca, na zona oeste.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações foram iniciadas a partir da denúncia de um ex-presidente da Organização Social contratada pelo município de Cachoeiras de Macacu para prestação de serviços de logística médica. Firmado em 2018, o contrato terminou em março de 2022.

Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) apontou cinco formas de desvio. Foram elas: fraude no credenciamento da instituição como Organização Social; ausência de prestação de contas durante vários meses da execução do contrato; pagamentos de despesas desprovidas de legitimidade face ao objeto do contrato; pagamentos sem a correspondente contraprestação em serviços; e graves deficiências na fiscalização contratual, com destaque para a Comissão de Avaliação do Contrato, realizada por servidores que não possuíam a qualificação prevista em lei.

Últimas Notícias