Cinco condomínios são invadidos por dia em SP; tecnologia é aposta para reforçar segurança
Sistemas de reconhecimento facial, clausuras e câmeras inteligentes ajudam moradores a barrar ação de quadrilhas
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Magdalena Bonfiglioli, Majô Gondim, Andre Paino
12/08/2025, 00:27 • Atualizado em 12/08/2025, 00:58
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Por dia, cinco condomínios são invadidos por criminosos no estado de São Paulo. Para barrar a ação das quadrilhas, a principal estratégia dos moradores tem sido investir em tecnologia.
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É o que fez um condomínio no Butantã, zona oeste da capital paulista, por onde circulam 1.200 moradores, além de visitantes e prestadores. Houve investimento pesado em segurança. Ali, o acesso dos moradores é feito por reconhecimento facial.
“Tem uma portaria blindada, tem a individualização do acesso do morador, que é um sistema de torniquete. Só passa um de cada vez. Mesmo tendo cadastro, vai passar um de cada vez”, explica o responsável pela administração do prédio.
Entregadores e visitantes precisam se identificar ainda na calçada. Depois de liberados, passam por duas clausuras antes de chegar à guarita. As encomendas são recebidas por meio de uma gaveta giratória, que permite a retirada apenas do lado interno.
O local conta com 150 câmeras de monitoramento equipadas com sistema de alerta capaz de detectar atitudes suspeitas e até armas de fogo, dentro e fora do prédio.
Segundo uma empresa de segurança, o sistema já deu resultado. “Desde que foi implantado aqui, não teve nenhuma ocorrência de invasão. Já houve tentativa, mas foi barrada na portaria pelo procedimento adotado.”
No condomínio, o acesso às garagens deixou de ser feito por controle remoto e passou a ser por tag, um sistema automático de identificação. A mudança evita que, caso o controle caia em mãos erradas, seja fácil entrar no prédio. Se o dispositivo for deixado com um manobrista, por exemplo, ele pode ser trocado e, rapidamente, a partir da placa do carro, os criminosos descobrem o endereço do morador.
Quadrilhas usam controles
Foi exatamente esse tipo de golpe que ocorreu em dois prédios assaltados na mesma rua, em Moema, zona sul de São Paulo. A polícia descobriu que integrantes de uma quadrilha, fingindo ser manobristas, trocaram o controle remoto dos carros de moradores que frequentavam uma academia de fisioterapia.
Na última sexta-feira, 14 assaltantes foram presos instantes antes de cometer mais um crime. O grupo estava em um apartamento alugado exclusivamente para planejar as ações. Dois adolescentes também foram apreendidos.
Cinco condomínios são invadidos por dia em SP; tecnologia é aposta para reforçar segurançaSistemas de reconhecimento facial, clausuras e câmeras inteligentes ajudam moradores a barrar ação de quadrilhasCidades2025-08-12T00:27:02.924ZPor dia, cinco condomínios são invadidos por criminosos no estado de São Paulo. Para barrar a ação das quadrilhas, a principal estratégia dos moradores tem sido investir em tecnologia. É o que fez um condomínio no Butantã, zona oeste da capital paulista, por onde circulam 1.200 moradores, além de visitantes e prestadores. Houve investimento pesado em segurança. Ali, o acesso dos moradores é feito por reconhecimento facial. “Tem uma portaria blindada, tem a individualização do acesso do morador, que é um sistema de torniquete. Só passa um de cada vez. Mesmo tendo cadastro, vai passar um de cada vez”, explica o responsável pela administração do prédio. Entregadores e visitantes precisam se identificar ainda na calçada. Depois de liberados, passam por duas clausuras antes de chegar à guarita. As encomendas são recebidas por meio de uma gaveta giratória, que permite a retirada apenas do lado interno. O local conta com 150 câmeras de monitoramento equipadas com sistema de alerta capaz de detectar atitudes suspeitas e até armas de fogo, dentro e fora do prédio. Segundo uma empresa de segurança, o sistema já deu resultado. “Desde que foi implantado aqui, não teve nenhuma ocorrência de invasão. Já houve tentativa, mas foi barrada na portaria pelo procedimento adotado.” No condomínio, o acesso às garagens deixou de ser feito por controle remoto e passou a ser por tag, um sistema automático de identificação. A mudança evita que, caso o controle caia em mãos erradas, seja fácil entrar no prédio. Se o dispositivo for deixado com um manobrista, por exemplo, ele pode ser trocado e, rapidamente, a partir da placa do carro, os criminosos descobrem o endereço do morador. Quadrilhas usam controles Foi exatamente esse tipo de golpe que ocorreu em dois prédios assaltados na mesma rua, em Moema, zona sul de São Paulo. A polícia descobriu que integrantes de uma quadrilha, fingindo ser manobristas, trocaram o controle remoto dos carros de moradores que frequentavam uma academia de fisioterapia. Na última sexta-feira, 14 assaltantes foram presos instantes antes de cometer mais um crime. O grupo estava em um apartamento alugado exclusivamente para planejar as ações. Dois adolescentes também foram apreendidos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/cinco-condominios-sao-invadidos-por-dia-em-sp-tecnologia-e-aposta-para-reforcar-seguranca
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