Cidades

Caso Melqui Galvão: depoimento de nova vítima relata abusos sexuais desde os 12 anos

Segundo o relato, o comportamento de Melqui incluía aproximações indevidas e atitudes incompatíveis com a relação entre treinador e aluna

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Fabio Diamante, Robinson Cerantula
30/04/2026, 01:21 • Atualizado em 30/04/2026, 01:21
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Uma nova vítima do treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, de 47 anos, prestou depoimento virtual à 8ª Delegacia de Defesa da Mulher, na zona leste de São Paulo, nesta quarta-feira (29).

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O treinador foi preso nesta terça-feira (28), em Manaus, após denúncia feita por uma atleta de 17 anos. Além de atuar no esporte, Melqui também é policial civil no Amazonas e mantém academias em São Paulo e em Jundiaí, no interior paulista.

O depoimento foi prestado há pouco mais de 20 dias e corre sob sigilo. A jovem, que falou ao SBT, afirmou que foi aluna do treinador e que os abusos teriam começado quando ela ainda era criança.

“Com 12 anos, ele disse que ia conseguir um quimono para mim. Foi me buscar na escola, mas não me levou para casa. Hoje eu reconheço que ele me levou para um motel. Na época, eu não sabia o que era”, relatou.

Segundo o relato, o comportamento do suspeito incluía aproximações indevidas e atitudes incompatíveis com a relação profissional entre treinador e aluna. A vítima afirma que os episódios se repetiram ao longo dos anos.

“Ele me levava de carro, me abraçava, me beijava e fazia eu tocar nele. Depois, houve uma situação mais grave, que me causou dor e me marcou muito”, disse.

De acordo com a denúncia, os casos ocorreram em Manaus, onde o treinador liderava um projeto social de jiu-jitsu. O depoimento foi prestado à polícia paulista, mas a investigação é conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, onde os crimes teriam ocorrido.

Melqui é pai do multicampeão de jiu-jitsu Mica Galvão. Em nota, o atleta afirmou que repudia qualquer forma de violência contra mulheres.

A defesa do treinador não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

O caso

A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária do treinador de jiu-jitsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, suspeito de estupro de vulnerável. Ele foi preso, após denúncia feita por uma atleta de 17 anos.

Segundo a investigação, a violência sexual teria ocorrido em fevereiro deste ano, em Roma, na Itália, durante uma competição de jiu-jitsu. A vítima treinava com o suspeito desde dezembro de 2024.

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, mensagens enviadas por Melqui à família da vítima após o crime foram decisivas para o avanço do caso.

Nos conteúdos, ele demonstra arrependimento e admite comportamento inadequado, além de tentar evitar que a denúncia fosse levada adiante.

A polícia trabalha com a hipótese de que o caso não seja isolado. Segundo a investigação, outras mulheres relataram situações semelhantes, incluindo uma vítima que afirma ter sido abusada ainda na infância.

Ainda segundo a apuração, o treinador teria oferecido benefícios à família da vítima em troca de silêncio, incluindo promessas relacionadas a oportunidades profissionais e abertura de academia no exterior.

Melqui Galvão está preso preventivamente enquanto o caso segue sob investigação. Outras possíveis vítimas ainda podem ser ouvidas pela polícia nos próximos dias.

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