Zelensky nega rendição no Dia da Independência da Ucrânia
Chefes de estado de Reino Unido, França e Alemanha participam das comemorações dos 35 anos da separação da União Soviética
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André de Sena, com informações da Reuters
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky recebe o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, em Kiev | Reprodução/Reuters
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou nesta segunda-feira (24) das comemorações do Dia da Independência da Ucrânia, que marcaram o 35º aniversário de sua separação da União Soviética. Ele reforçou que Kiev e recusa a aceitar a exigência russa de ceder o restante da região de Donbas, que ainda não está completamente sob domínio de Moscou.
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Segundo Zelensky, abrir mão desse território não seria o bastante para deter a agressão perpetrada pelo Kremlin. “A Ucrânia é diferente e não abre mão do que é seu”, afirmou.
O ucraniano também descartou qualquer possibilidade de rendição. “A Ucrânia deseja absolutamente a paz, mas não está pronta para simplesmente se render”, disse Zelensky em um discurso que foi gravado em vídeo e divulgado no Telegram. As imagens o mostravam de pé diante do Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas, um templo ortodoxo histórico construído na Idade Média que foi demolido pela União Soviética na década de 1930 e reconstruído após a Independência.
Líderes de vários países europeus viajaram a Kiev para demonstrar apoio. Entre eles, estão Andy Burnham, primeiro-ministro do Reino Unido; Emmanuel Macron, presidente da França; Friedrich Merz, chanceler da Alemanha; Luc Frieden, primeiro-ministro de Luxemburgo; Maia Sandu, presidente da Moldávia; Alar Karis, presidente da Estônia. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também marcou presença nas comemorações.
Zelensky agradeceu os líderes estrangeiros por terem viajado até a capital ucraniana para demonstrar apoio e prometeu encontrar uma solução para o que chamou de “terror balístico” imposto pelo presidente russo, Vladimir Putin.
Quatro anos e meio de guerra
O Dia da Independência coincidiu com a data em que a invasão russa completa quatro anos e meio de duração. O conflito já causou a morte de centenas de milhares de pessoas. As negociações por um acordo de paz, lideradas pelos Estados Unidos, estão estagnadas, pois a Ucrânia se recusa a ceder mais territórios. Desta forma, continuam os combates na linha de frente, que se estende por mais de 1.200 quilômetros de terreno.
Durante sua visita a Kiev, Burnham deve anunciar que o governo do Reino Unido vai permitir que a empresa fabricante de mísseis MBDA compartilhe com a Ucrânia informações confidenciais utilizadas na fabricação do míssil de longo alcance SCALP, que conta com tecnologia britânica e francesa. Assim será possível estabelecer uma linha de montagem em território ucraniano.
Na semana passada, Moscou alertou Londres que fornecer drones a Kiev traria "consequências", após um relatório indicar que drones de fabricação britânica haviam sido usados pela primeira vez em ataques de longo alcance contra a Rússia.
Apesar da ameaça russa, espera-se que Burnham aproveite a visita para tranquilizar a Ucrânia e seus outros aliados. Ele deve reforçar que a Grã-Bretanha vai continuar a desempenhar um papel de liderança nos esforços para fortalecer a segurança no território ucraniano.
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, em Kiev | Henry Nicholls/Pool via REUTERS
Auxílio financeiro
Também nesta segunda-feira (24), a Comissão Europeia aprovou uma auxílio financeiro adicional de 6,1 bilhões de euros à Ucrânia, que deve utilizar esses recursos para adquirir novos sistemas de defesa aérea, mísseis, munições e radares.
O montante adicional que será enviado pela União Europeia se soma aos 16 bilhões de euros aprovados anteriormente. Até aqui, 8,35 bilhões de euros desse total já foram desembolsados.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, divulgou um comunicado dizendo que o bloco está intensificando os "esforços para ajudar a Ucrânia a proteger o seu povo e a defender o seu espaço aéreo". A Europa está ao lado da Ucrânia e daremos o que ela precisa, quando ela precisa", afirmou.
Zelensky nega rendição no Dia da Independência da UcrâniaChefes de estado de Reino Unido, França e Alemanha participam das comemorações dos 35 anos da separação da União Soviética Mundo2026-08-24T14:23:08.653ZO presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou nesta segunda-feira (24) das comemorações do Dia da Independência da Ucrânia, que marcaram o 35º aniversário de sua separação da União Soviética. Ele reforçou que Kiev e recusa a aceitar a exigência russa de ceder o restante da região de Donbas, que ainda não está completamente sob domínio de Moscou. Segundo Zelensky, abrir mão desse território não seria o bastante para deter a agressão perpetrada pelo Kremlin. “A Ucrânia é diferente e não abre mão do que é seu”, afirmou. O ucraniano também descartou qualquer possibilidade de rendição. “A Ucrânia deseja absolutamente a paz, mas não está pronta para simplesmente se render”, disse Zelensky em um discurso que foi gravado em vídeo e divulgado no Telegram. As imagens o mostravam de pé diante do Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas, um templo ortodoxo histórico construído na Idade Média que foi demolido pela União Soviética na década de 1930 e reconstruído após a Independência. Líderes de vários países europeus viajaram a Kiev para demonstrar apoio. Entre eles, estão Andy Burnham, primeiro-ministro do Reino Unido; Emmanuel Macron, presidente da França; Friedrich Merz, chanceler da Alemanha; Luc Frieden, primeiro-ministro de Luxemburgo; Maia Sandu, presidente da Moldávia; Alar Karis, presidente da Estônia. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também marcou presença nas comemorações. Zelensky agradeceu os líderes estrangeiros por terem viajado até a capital ucraniana para demonstrar apoio e prometeu encontrar uma solução para o que chamou de “terror balístico” imposto pelo presidente russo, Vladimir Putin. Quatro anos e meio de guerra O Dia da Independência coincidiu com a data em que a invasão russa completa quatro anos e meio de duração. O conflito já causou a morte de centenas de milhares de pessoas. As negociações por um acordo de paz, lideradas pelos Estados Unidos, estão estagnadas, pois a Ucrânia se recusa a ceder mais territórios. Desta forma, continuam os combates na linha de frente, que se estende por mais de 1.200 quilômetros de terreno. Durante sua visita a Kiev, Burnham deve anunciar que o governo do Reino Unido vai permitir que a empresa fabricante de mísseis MBDA compartilhe com a Ucrânia informações confidenciais utilizadas na fabricação do míssil de longo alcance SCALP, que conta com tecnologia britânica e francesa. Assim será possível estabelecer uma linha de montagem em território ucraniano. Na semana passada, Moscou alertou Londres que fornecer drones a Kiev traria "consequências", após um relatório indicar que drones de fabricação britânica haviam sido usados pela primeira vez em ataques de longo alcance contra a Rússia. Apesar da ameaça russa, espera-se que Burnham aproveite a visita para tranquilizar a Ucrânia e seus outros aliados. Ele deve reforçar que a Grã-Bretanha vai continuar a desempenhar um papel de liderança nos esforços para fortalecer a segurança no território ucraniano. Auxílio financeiro Também nesta segunda-feira (24), a Comissão Europeia aprovou uma auxílio financeiro adicional de 6,1 bilhões de euros à Ucrânia, que deve utilizar esses recursos para adquirir novos sistemas de defesa aérea, mísseis, munições e radares. O montante adicional que será enviado pela União Europeia se soma aos 16 bilhões de euros aprovados anteriormente. Até aqui, 8,35 bilhões de euros desse total já foram desembolsados. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, divulgou um comunicado dizendo que o bloco está intensificando os "esforços para ajudar a Ucrânia a proteger o seu povo e a defender o seu espaço aéreo". A Europa está ao lado da Ucrânia e daremos o que ela precisa, quando ela precisa", afirmou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/zelensky-nega-rendicao-no-dia-da-independencia-da-ucrania