Mundo

Zelensky nega rendição no Dia da Independência da Ucrânia

Chefes de estado de Reino Unido, França e Alemanha participam das comemorações dos 35 anos da separação da União Soviética

A
Avatar de com informações da Reuters
André de Sena, com informações da Reuters
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky recebe o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, em Kiev | Reprodução/Reuters

Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky recebe o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, em Kiev | Reprodução/Reuters

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou nesta segunda-feira (24) das comemorações do Dia da Independência da Ucrânia, que marcaram o 35º aniversário de sua separação da União Soviética. Ele reforçou que Kiev e recusa a aceitar a exigência russa de ceder o restante da região de Donbas, que ainda não está completamente sob domínio de Moscou.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Segundo Zelensky, abrir mão desse território não seria o bastante para deter a agressão perpetrada pelo Kremlin. “A Ucrânia é diferente e não abre mão do que é seu”, afirmou.

O ucraniano também descartou qualquer possibilidade de rendição. “A Ucrânia deseja absolutamente a paz, mas não está pronta para simplesmente se render”, disse Zelensky em um discurso que foi gravado em vídeo e divulgado no Telegram. As imagens o mostravam de pé diante do Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas, um templo ortodoxo histórico construído na Idade Média que foi demolido pela União Soviética na década de 1930 e reconstruído após a Independência.

Líderes de vários países europeus viajaram a Kiev para demonstrar apoio. Entre eles, estão Andy Burnham, primeiro-ministro do Reino Unido; Emmanuel Macron, presidente da França; Friedrich Merz, chanceler da Alemanha; Luc Frieden, primeiro-ministro de Luxemburgo; Maia Sandu, presidente da Moldávia; Alar Karis, presidente da Estônia. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também marcou presença nas comemorações.

Zelensky agradeceu os líderes estrangeiros por terem viajado até a capital ucraniana para demonstrar apoio e prometeu encontrar uma solução para o que chamou de “terror balístico” imposto pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Quatro anos e meio de guerra

O Dia da Independência coincidiu com a data em que a invasão russa completa quatro anos e meio de duração. O conflito já causou a morte de centenas de milhares de pessoas. As negociações por um acordo de paz, lideradas pelos Estados Unidos, estão estagnadas, pois a Ucrânia se recusa a ceder mais territórios. Desta forma, continuam os combates na linha de frente, que se estende por mais de 1.200 quilômetros de terreno.

Durante sua visita a Kiev, Burnham deve anunciar que o governo do Reino Unido vai permitir que a empresa fabricante de mísseis MBDA compartilhe com a Ucrânia informações confidenciais utilizadas na fabricação do míssil de longo alcance SCALP, que conta com tecnologia britânica e francesa. Assim será possível estabelecer uma linha de montagem em território ucraniano.

Na semana passada, Moscou alertou Londres que fornecer drones a Kiev traria "consequências", após um relatório indicar que drones de fabricação britânica haviam sido usados ​​pela primeira vez em ataques de longo alcance contra a Rússia.

Apesar da ameaça russa, espera-se que Burnham aproveite a visita para tranquilizar a Ucrânia e seus outros aliados. Ele deve reforçar que a Grã-Bretanha vai continuar a desempenhar um papel de liderança nos esforços para fortalecer a segurança no território ucraniano.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, em Kiev | Henry Nicholls/Pool via REUTERS
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, em Kiev | Henry Nicholls/Pool via REUTERS

Auxílio financeiro

Também nesta segunda-feira (24), a Comissão Europeia aprovou uma auxílio financeiro adicional de 6,1 bilhões de euros à Ucrânia, que deve utilizar esses recursos para adquirir novos sistemas de defesa aérea, mísseis, munições e radares.

O montante adicional que será enviado pela União Europeia se soma aos 16 bilhões de euros aprovados anteriormente. Até aqui, 8,35 bilhões de euros desse total já foram desembolsados.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, divulgou um comunicado dizendo que o bloco está intensificando os "esforços para ajudar a Ucrânia a proteger o seu povo e a defender o seu espaço aéreo". A Europa está ao lado da Ucrânia e daremos o que ela precisa, quando ela precisa", afirmou.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Fachin nega pedido de Moraes para julgamento conjunto

Fachin nega pedido de Moraes para julgamento conjunto

Imagem da notícia: Brics faz declaração conjunta e pede moderação na guerra

Brics faz declaração conjunta e pede moderação na guerra

Imagem da notícia: Amazonas confirma três casos de sarampo

Amazonas confirma três casos de sarampo

Imagem da notícia: Defesa Civil de SP envia 15 alertas por causa da chuva

Defesa Civil de SP envia 15 alertas por causa da chuva

Imagem da notícia: Fachin nega pedido de Moraes para julgamento conjunto

Fachin nega pedido de Moraes para julgamento conjunto

Imagem da notícia: Brics faz declaração conjunta e pede moderação na guerra

Brics faz declaração conjunta e pede moderação na guerra

Imagem da notícia: Amazonas confirma três casos de sarampo

Amazonas confirma três casos de sarampo

Imagem da notícia: Defesa Civil de SP envia 15 alertas por causa da chuva

Defesa Civil de SP envia 15 alertas por causa da chuva

Últimas notícias