Trump tenta negar, mas acordo prevê US$ 300 bi para o Irã
Mesmo após divulgação oficial do memorando, presidente dos EUA contesta fundo para recuperação do país persa


Presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França | Foto: Evelyn Hockstein/Reuters - 17.06.2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que o acordo de paz assinado nesta quarta-feira (17) preveja a criação de um fundo para auxiliar o Irã a se reconstruir após a guerra.
"Qualquer auxílio que eles receberem sob este acordo terá que ser baseado no mérito e não virá de nós. Não temos que dar nada a eles", afirmou o norte-americano, em coletiva de imprensa, na Cúpula do G7.
Apesar disso, o texto do memorando assinado pelos dois países prevê a adoção de medidas para apoiar a recuperação econômica do Irã após o conflito.
Intitulado "Memorando de Entendimento de Islamabad entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã", o documento inclui, entre seus 14 pontos, a previsão de um plano de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã no valor mínimo de US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão).
Segundo o parágrafo 6 do memorando, "os Estados Unidos da América concederão todas as licenças, isenções e autorizações necessárias para as transações financeiras pertinentes."
Na segunda-feira (15), Trump já havia rejeitado contestado a informação em publicação nas redes sociais. "O Irã concordou em nunca ter uma arma nuclear! Além disso, a história de que os EUA estão pagando US$ 300 bilhões ao Irã é Fake News, divulgada pelos democratas!!!", escreveu o presidente.
O que prevê o acordo
Além do plano de financiamento, o documento prevê, entre outros pontos, a isenção de tarifas americanas sobre as exportações de petróleo iraniano e o compromisso de Teerã de não desenvolver nem adquirir armas nucleares. O memorando também estabelece o encerramento das hostilidades em todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano, onde Israel continuou realizando ataques mesmo após o anúncio do acordo.
Em outra frente, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou o período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano começou imediatamente após a assinatura do texto.















