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Trump admite que pediu à Fifa para rever expulsão de Balogun

Fifa anulou a expulsão de Balogun e autorizou o atacante dos Estados Unidos a atuar nas oitavas de final da Copa; Trump critica árbitro brasileiro Raphael Claus

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Murillo Otavio
Irã apresentou nova proposta de paz aos Estados Unidos | REUTERS/Jonathan Ernst

Irã apresentou nova proposta de paz aos Estados Unidos | REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta segunda-feira (6) que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que revisasse o lance que resultou no cartão vermelho para o atacante da seleção dos Estados Unidos, Folarin Balogun. Segundo Trump, a falta marcada pelo árbitro, a quem classificou como "péssimo", foi injusta.

“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta”, disse Trump aos repórteres no Salão Oval. "Acho que a Fifa tomou uma decisão realmente brilhante", afirmou. O atleta foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, que foi criticado por Trump.

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"Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado", diz.

Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia após atingir o defensor Tarik Muharemovic com as travas da chuteira. Pelo regulamento, o atacante teria de cumprir suspensão automática de uma partida.

No entanto, a Fifa decidiu suspender a aplicação da punição por um período probatório de um ano, tornando o jogador elegível para atuar nas oitavas de final.

Após a repercussão da declaração de Trump nesta segunda, Gianni Infantino afirmou que não teve qualquer envolvimento na decisão de retirar o cartão vermelho do atleta e negou que a medida tenha sido tomada em resposta ao pedido do presidente norte-americano. Segundo o presidente da Fifa, a decisão foi analisada e aprovada por um comitê independente..

A decisão da Fifa provocou forte repercussão no futebol mundial. A Uefa, União das Associações Europeias de Futebol, e técnicos como Thomas Tuchel e Rudi Garcia, criticaram a medida e questionaram a possibilidade de interferência política em decisões esportivas.

A Federação Belga de Futebol entrou com recurso para invalidar o retorno do atleta. O pedido foi negado pela Fifa. Estados Unidos e Bélgica disputam vaga nas quartas de final nesta segunda, às 21 horas.

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