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Três pessoas morrem e centenas ficam feridas em protestos no Marrocos

Jovens se organizaram nas redes sociais para protestar contra a corrupção e por melhorias na saúde e educação do país

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Três pessoas morreram e centenas foram presas e feridas em protestos contra a corrupção e por justiça social, liberdade e melhorias nos setores de educação e saúde do Marrocos.

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Nesta quinta-feira (2), uma multidão de manifestantes marchou pelo centro de Casablanca. O ato faz parte da onda de manifestações lideradas por jovens em várias cidades do país.

O primeiro-ministro marroquino, Aziz Akhannouch, afirmou estar aberto ao diálogo para encerrar os protestos, enquanto as forças de segurança se preparavam para a sexta noite consecutiva de mobilizações, que já se transformaram em confrontos violentos em diferentes regiões.

Desde o início das manifestações, no sábado, centenas de pessoas foram presas e feridas. Houve depredação de prédios e incêndio de veículos.

Na quinta noite de protestos, na quarta-feira, foram registradas as primeiras mortes: três jovens armados com facas foram mortos a tiros pelas forças de segurança em Lqliaa, perto de Agadir. Segundo as autoridades, eles tentavam roubar armas e munições.

Os protestos se tornaram os mais intensos desde as manifestações em massa ocorridas na região do Rif, no norte do Marrocos, entre 2016 e 2017.

O movimento começou com reivindicações por melhorias na educação e na saúde. Ele é organizado por um grupo de jovens que se autodenomina "GenZ 212" e que atua de forma anônima em plataformas digitais como TikTok, Instagram e até no aplicativo de jogos Discord.

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