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Suprema Corte nega pedido de Trump para suspender sentença em caso de suborno

Presidente eleito foi condenado em 2024 por encobrir pagamentos à ex-atriz pornô Stormy Daniels; sentença será anunciada hoje

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Presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump | Flickr
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A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou o recurso do presidente eleito Donald Trump para suspender o anúncio de sua sentença no caso de suborno envolvendo a ex-atriz pornô Stormy Daniels. Em decisão na quinta-feira (9), a Corte manteve a agenda do Tribunal de Nova York, que programou o anúncio para esta sexta-feira (10).

Em 2024, Trump foi declarado culpado de 34 acusações de fraude contábil – realizadas para cobrir o suborno à Daniels. O pagamento de US$ 130 mil foi feito em 2016, em meio a campanha presidencial, pelo então advogado do político, Michael Cohen, para que a ex-atriz pornô não revelasse a relação extraconjugal que teve com Trump.

Segundo o processo, Trump fez o pagamento como se fosse uma despesa ao advogado, o que significa que o republicano escondeu o valor dos registros fiscais. Como o suborno foi feito para impedir que a relação com a atriz atrapalhasse a reta final das eleições, também foi alegado que o político escondeu um gasto de campanha.

Recorrer à Suprema Corte foi a última jogada de Trump para impedir o anúncio da sentença. Antes disso, o republicano havia apresentado um recurso em um tribunal de apelações do estado de Nova York, alegando que a sentença era injusta e provocaria um prejuízo à instituição da Presidência. O recurso, contudo, foi rejeitado.

Apesar da condenação no caso, Trump não deve enfrentar penalidades legais, como uma prisão. O juiz Juan Merchan, de Nova York, disse que planeja anunciar apenas uma “dispensa incondicional” – isto é, uma sentença sem custódia, multa ou liberdade condicional, mas que lista Trump como um criminoso condenado.

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Para o magistrado, a solução é a mais viável para concluir o processo antes que Trump tome posse, em 20 de janeiro. Isso porque, uma vez presidente, o republicano terá imunidade, possibilitando o anúncio da sentença apenas quando deixar o cargo

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