Suprema Corte da Argentina confirma condenação de Cristina Kirchner por corrupção e a torna inelegível
Ex-presidente argentina foi condenada a seis anos de prisão por corrupção em licitações; por ter mais de 70 anos, pode cumprir pena domiciliar
V
Vicklin Moraes
10/06/2025, 21:24 • Atualizado em 11/06/2025, 00:38
compartilhar
A Suprema Corte da Argentina confirmou nesta quinta-feira (10) a condenação da ex-presidente Cristina Kirchner a seis anos de prisão, além de torná-la inelegível em caráter perpétuo. A informação foi divulgada pelo jornal argentino Clarín.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A condenação — por corrupção em contratos públicos — já havia sido confirmada por duas instâncias da Justiça argentina, mas Kirchner aguardava em liberdade a decisão da última instância, a Suprema Corte. Com 72 anos, ela tem direito a prisão domiciliar, conforme prevê a legislação argentina para pessoas acima de 70.
O Tribunal, composto pelos ministros Horacio Rosatti e Carlos Rosenkrantz (nomeados por Mauricio Macri) e Ricardo Lorenzetti (nomeado por Néstor Kirchner), rejeitou por unanimidade os nove recursos propostos pela defesa da ex-presidente. A Suprema Corte ainda afirmou que os pedidos eram inadmissíveis.
Milei X Cristina Kirncher
O atual presidente argentino, Javier Milei, celebrou a decisão da Suprema Corte em suas redes sociais:
“Justiça. Fim. A República está funcionando e todos os jornalistas corruptos, cúmplices de políticos mentirosos, foram desmascarados em suas operetas sobre o suposto pacto de impunidade”, escreveu no X.
Milei, representante da extrema-direita, representa o polo oposto ao de Cristina, associada ao peronismo de esquerda, com discurso nacionalista, populista e voltado à classe trabalhadora.
Relembre o caso
Cristina Kirchner foi condenada por administração fraudulenta em um esquema que favoreceu um empresário da província de Santa Cruz, reduto político da família Kirchner. O dono da empreiteira venceu 51 licitações durante os mandatos da ex-presidente (2007–2015) e também no período em que ela foi vice de Alberto Fernández.
Embora tenha sido acusada também de liderar uma organização criminosa, Cristina foi condenada apenas pela primeira acusação. A Promotoria chegou a pedir 12 anos de prisão, estimando um prejuízo de US$ 1 bilhão aos cofres públicos. O julgamento é considerado o maior processo de corrupção da história da Argentina.
Suprema Corte da Argentina confirma condenação de Cristina Kirchner por corrupção e a torna inelegívelEx-presidente argentina foi condenada a seis anos de prisão por corrupção em licitações; por ter mais de 70 anos, pode cumprir pena domiciliar
Mundo2025-06-10T21:24:22.556ZA Suprema Corte da Argentina confirmou nesta quinta-feira (10) a condenação da ex-presidente Cristina Kirchner a seis anos de prisão, além de torná-la inelegível em caráter perpétuo. A informação foi divulgada pelo jornal argentino Clarín. A condenação — por corrupção em contratos públicos — já havia sido confirmada por , mas Kirchner aguardava em liberdade a decisão da última instância, a Suprema Corte. Com 72 anos, ela tem direito a prisão domiciliar, conforme prevê a legislação argentina para pessoas acima de 70. O Tribunal, composto pelos ministros Horacio Rosatti e Carlos Rosenkrantz (nomeados por Mauricio Macri) e Ricardo Lorenzetti (nomeado por Néstor Kirchner), rejeitou por unanimidade os nove recursos propostos pela defesa da ex-presidente. A Suprema Corte ainda afirmou que os pedidos eram inadmissíveis. Milei X Cristina Kirncher O atual presidente argentino, Javier Milei, celebrou a decisão da Suprema Corte em suas redes sociais: “Justiça. Fim. A República está funcionando e todos os jornalistas corruptos, cúmplices de políticos mentirosos, foram desmascarados em suas operetas sobre o suposto pacto de impunidade”, escreveu no X. Milei, representante da extrema-direita, representa o polo oposto ao de Cristina, associada ao peronismo de esquerda, com discurso nacionalista, populista e voltado à classe trabalhadora. Relembre o caso Cristina Kirchner foi condenada por administração fraudulenta em um esquema que favoreceu um empresário da província de Santa Cruz, reduto político da família Kirchner. O dono da empreiteira venceu 51 licitações durante os mandatos da ex-presidente (2007–2015) e também no período em que ela foi vice de Alberto Fernández. Embora tenha sido acusada também de liderar uma organização criminosa, Cristina foi condenada apenas pela primeira acusação. A Promotoria chegou a pedir 12 anos de prisão, estimando um prejuízo de US$ 1 bilhão aos cofres públicos. O julgamento é considerado o maior processo de corrupção da história da Argentina. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/suprema-corte-da-argentina-confirma-condenacao-de-cristina-kirchner-por-corrupcao-e-a-torna-inelegivel
Marina defende chapa com Tebet: uma preta, uma branca
Pré-candidata ao Senado aposta em dobradinha feminina em SP e afirma que candidaturas representam “lógica do encontro” em meio a cenário político dividido