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Stonehenge: estudo revela que humanos podem ter transportado pedras há 5 mil anos

Pesquisadores da Universidade de Aberystwyth, no Reino Unido, analisaram rochas do monumento; pedras gigantes pesam mais de 3,5 toneladas

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Emanuelle Menezes
23/07/2025, 16:15 • Atualizado em 23/07/2025, 16:20
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Monumento de Stonehenge | Divulgação/English Heritage

Monumento de Stonehenge | Divulgação/English Heritage

Uma pesquisa recente publicada no Journal of Archaeological Science pode ter finalmente esclarecido um dos maiores mistérios da arqueologia: como as pedras de Stonehenge, um dos monumentos pré-históricos mais famosos do mundo, localizado na Inglaterra, foram parar ali?

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Pesquisadores da Universidade de Aberystwyth, no Reino Unido, analisaram um bloco de pedra chamado "Newall", encontrado em 1924 no monumento de Stonehenge, e descobriram que ele possui a mesma composição química de rochas localizadas a mais de 200 quilômetros de distância, nas montanhas de Preseli, no País de Gales.

A descoberta reforça a hipótese de que comunidades neolíticas transportaram manualmente essas pedras gigantes – algumas com mais de 3,5 toneladas – até o local onde hoje está um dos monumentos mais enigmáticos da história.

Pesquisadores analisaram 'pedra de Newall' | Reprodução/Journal of Archaeological Science
Pesquisadores analisaram 'pedra de Newall' | Reprodução/Journal of Archaeological Science

Pedra não veio com o gelo

Por décadas, houve um debate entre especialistas: as pedras teriam sido levadas por geleiras durante a era glacial ou transportadas por seres humanos?

O geólogo Dr. Brian John chegou a defender que marcas de abrasão na pedra de Newall seriam típicas de transporte glacial. Mas o novo estudo rebate essa teoria: "não há evidências para sustentar que a rocha seja um fragmento glacial", afirmam os pesquisadores.

Segundo os autores, se as pedras tivessem sido levadas por gelo, fragmentos semelhantes estariam espalhados pela região da cidade inglesa de Salisbury. No entanto, elas aparecem apenas concentradas em Stonehenge, o que sugere um transporte intencional.

Outro dado curioso da pesquisa é a análise da pedra 32d, antes considerada um dolerito. Os cientistas agora identificaram que ela, assim como o bloco de Newall, é feita de riólito foliado – um tipo de rocha que não seria deixada em grandes blocos por processos naturais de gelo.

Apesar de não haver consenso sobre o método utilizado, evidências arqueológicas sugerem o uso de cordas, trenós de madeira e trilhas como formas de transportar as pedras.

"Se os povos neolíticos conseguiram mover uma pedra por alguns metros, eles também foram capazes de levá-la por centenas de quilômetros", afirma o estudo.

Stonehenge

Stonehenge é um dos monumentos pré-históricos mais famosos do mundo, localizado em Salisbury, no sul da Inglaterra. Composto por grandes blocos de pedra dispostos em forma circular, o local é Patrimônio Mundial da UNESCO e atrai milhões de visitantes do mundo todo.

Ninguém sabe ao certo, mas os arqueólogos acreditam que Stonehenge servia como templo religioso ou local de cerimônias espirituais e observatório astronômico, usado para marcar solstícios e equinócios.

O alinhamento das pedras com o nascer e o pôr do sol em datas específicas (como o solstício de verão) indica que os construtores tinham um profundo conhecimento do céu.

De acordo com a English Heritage, empresa que administra o monumento de Stonehenge, acredita-se que a construção de pedras foi influenciada por pelo menos um lunistício, já que alguns de seus eixos ficam alinhados à lua durante o fenômeno. O lunistício, ou "grande paralisação lunar", ocorre quando a lua nasce e se põe nas posições mais extremas no horizonte.

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