Secretário de Defesa pede saída do chefe do Exército dos EUA
Segundo uma fonte, Pete Hegseth quer no cargo alguém que implemente a visão dele e do presidente Donald Trump para o Exército

SBT Brasil
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu ao chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, que renuncie ao cargo e se aposente imediatamente. A informação foi revelada à emissora "CBS News" e confirmada pela agência Reuters.
A decisão ocorre após a publicação de Hegseth no X suspendendo a punição da tripulação aérea que sobrevoou a casa do cantor Kid Rock, em Nashville, no último final de semana. Apesar disso, segundo uma das fontes, a demissão não está relacionada ao incidente.
Uma das fontes afirmou à "CBS News" que Hegseth quer alguém no cargo que implemente a visão do presidente Trump e de Hegseth para o Exército. A fonte não forneceu detalhes adicionais sobre como essa orientação se traduziria na prática.
"Somos gratos pelo seu serviço, mas era hora de uma mudança na liderança do Exército", disse um alto funcionário do Departamento de Defesa. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell também agradeceu a George pelos serviços prestados ao longo de seu mandato.
O atual vice-chefe do Estado-Maior do Exército, General Christopher LaNeve, que anteriormente foi ajudante militar de Hegseth, assumirá interinamente o cargo de chefe do Estado-Maior do Exército. Ele serviu como comandante-geral da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército de 2022 a 2023.
George atuou anteriormente como assistente militar sênior do Secretário de Defesa Lloyd Austin, de 2021 a 2022, durante o governo Biden, após décadas de serviço. Oficial de infantaria de carreira e graduado em West Point, George serviu inicialmente na primeira Guerra do Golfo e nos conflitos mais recentes do Iraque e do Afeganistão.
O chefe do Estado-Maior do Exército normalmente cumpre um mandato de quatro anos. George foi indicado para o cargo pelo presidente Joe Biden e confirmado pelo Senado em 2023, o que significa que ele normalmente ocuparia o cargo até 2027.








