Rússia nega apoio a tropas europeias na Ucrânia e contradiz Trump
Porta-voz do Kremlin afirmou que Moscou não concorda com a presença militar europeia em território ucraniano
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Thiago Ferreira
O governo da Rússia desmentiu o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e declarou que não apoia o envio de forças militares europeias para a Ucrânia, em uma possível missão de paz.
Em entrevista à TV estatal russa, o presidente russo Vladimir Putin revelou que conversou com Trump sobre um possível acordo de trégua na Ucrânia, mas destacou que o tema não foi debatido em detalhes.
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Já o porta-voz do Kremlin foi mais enfático ao afirmar que a Rússia não concorda com a presença de tropas europeias na Ucrânia, mesmo que um cessar-fogo seja estabelecido.
Na segunda-feira (24), durante um encontro com o presidente da França, Emmanuel Macron, Trump sugeriu que Putin estaria disposto a aceitar soldados europeus em território ucraniano para garantir a paz. Macron, por sua vez, defendeu que a Rússia assuma a responsabilidade financeira pela reconstrução da Ucrânia, devastada por três anos de guerra.
Trump acredita que a trégua pode ser firmada em poucas semanas e afirmou que os ucranianos devem devolver aos Estados Unidos os bilhões de dólares recebidos desde o início do conflito. Além disso, ele demonstrou interesse na exploração das reservas minerais da Ucrânia, ricas em elementos essenciais para a produção de smartphones e computadores, inclusive em áreas atualmente controladas pelos russos. Putin já teria dado aval para que empresas americanas explorem esses recursos.
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Nesta quinta-feira (27) , Trump receberá o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em Washington. O encontro ocorre em meio ao anúncio do governo britânico de um aumento de 2,5% nos gastos militares até 2027, no maior investimento do setor desde o fim da Guerra Fria.
A medida é vista como um recado direto a Trump, que critica os países europeus por investirem relativamente pouco em defesa. A aproximação do Reino Unido pode ser uma tentativa de reforçar a relação com um aliado que tem se mostrado cada vez mais distante e disposto a negociar com Moscou.