Mundo

Repórter do Washington Post é alvo de buscas do FBI, diz jornal

Dispositivos da jornalista foram apreendidos em ação que foi alvo de críticas de entidades de defesa da liberdade de imprensa

Imagem da noticia Repórter do Washington Post é alvo de buscas do FBI, diz jornal
Sede do Washington Post | John McDonnell/The Washington Post

O FBI cumpriu um mandado de busca na manhã de quarta-feira (14) na casa de uma repórter do Washington Post. A ação foi classificada pelo jornal como altamente incomum e agressiva por parte das autoridades. Grupos de defesa da liberdade de imprensa condenaram a operação, apontando-a como uma “tremenda intrusão” do governo Trump.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A operação foi contra a repórter Hannah Natanson, que estava em sua casa, na Virgínia, no momento da busca. Agentes federais revistaram a residência e dispositivos, apreendendo um telefone, dois laptops e um relógio Garmin da jornalista. Um dos laptops era pessoal; o outro havia sido fornecido pelo Washington Post.

Segundo o jornal, investigadores informaram a Natanson que ela não é o foco da apuração. A procuradora-geral Pam Bondi afirmou, em uma publicação na rede social X, que a operação foi conduzida pelo Departamento de Justiça e pelo FBI a pedido do Pentágono.

De acordo com Bondi, o mandado foi cumprido “na casa de um jornalista do Washington Post que estava obtendo e divulgando informações confidenciais e vazadas ilegalmente de um contratado do Pentágono. O responsável pelo vazamento está atualmente preso”.

Em nota, o presidente do Comitê de Repórteres para a Liberdade de Imprensa (CPJ na sigla em inglês) classificou as buscas como invasivas e afirmou que elas colocam em risco fontes confidenciais e prejudicam o jornalismo de interesse público em geral.

“Existem leis e políticas federais específicas no Departamento de Justiça que visam limitar as buscas aos casos mais extremos, pois elas colocam em risco fontes confidenciais muito além de uma única investigação e prejudicam o jornalismo de interesse público em geral”, disse Bruce D. Brown.

Segundo o Washington Post, Hannah Natanson cobre o funcionalismo público federal e participou de algumas das coberturas mais importantes e sensíveis do jornal durante o primeiro ano do segundo governo Trump.

Últimas Notícias