EUA suspendem processamento de vistos para 75 países, incluindo o Brasil
Medida passa a valer em 21 de janeiro e não tem prazo para terminar; Departamento de Estado cita reavaliação dos procedimentos de triagem e verificação


SBT News
O Departamento de Estado dos Estados Unidos irá suspender a partir de 21 de janeiro o processamento de vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação é da emissora norte-americana Fox News, que teve acesso a um memorando enviado pela pasta a funcionários consulares.
No documento, a pasta não dá prazo para o fim da suspensão, que deve durar enquanto o departamento reavalia os procedimentos de triagem e verificação. Segundo a Fox News, trata-se de um esforço do Departamento de Estado "para reprimir solicitantes considerados propensos a se tornar um 'encargo público'".
Além do Brasil, também estão na lista Irã, Rússia, Nigéria, Tailândia, Iêmen, Iraque, Egito, Somália e Afeganistão, entre outros.
Ao SBT News, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou que aguarda notificação do Departamento de Estado sobre a medida. O SBT News também procurou o Itamaraty. O ministério afirmou que espera oficialização e detalhamento da medida para se manifestar.
Solicitei visto e agora?
Todas as solicitações de vistos feitas antes desse período serão avaliadas pelos Consulados dos EUA nos países afetados. A orientação, segundo o memorando, é que os funcionários consulares neguem ou autorizem vistos com base na legislação vigente enquanto um novo procedimento é testado.
Em novembro de 2025, o governo de Donald Trump endureceu as regras para entrada e permanência de estrangeiros nos Estados Unidos. Uma diretriz, compartilhada pelo Departamento de Estado, pediu que embaixadas ao redor do mundo adotassem avaliações mais rigorosas para requerentes de vistos que pudessem se tornar encargo público, isto é, alguém que vai ao país e fica dependente financeiramente do governo.
Entre as condições citadas pela diretriz estão: obesidade, diabetes, doenças cardíacas, distúrbios metabólicos, doenças neurológicas, problemas respiratórios, câncer e até transtornos depressivos e ansiosos. O texto ainda cita pessoas com dependente com deficiências, condições crônicas ou necessidades que requerem cuidados especiais.
Na visão do governo, as doenças exigem, na maioria das vezes, cuidados caros e prolongados, o que pode sobrecarregar o sistema de saúde norte-americano.









