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Quase 9 mil migrantes morreram em rotas migratórias em 2024, diz ONU

É o maior número anual desde o início do monitoramento da Organização Internacional para as Migrações; em 10 anos, foram 70 mil mortes

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SBT News
29/04/2025, 16:36 • Atualizado em 29/04/2025, 16:36
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Barco com migrantes | Reprodução

Barco com migrantes | Reprodução

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Mais de 8.700 migrantes morreram em rotas migratórias ao redor do mundo em 2024, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgados na segunda-feira (28). É o maior número anual registrado desde o início do monitoramento da agência, em 2014. O levantamento já documentou mais de 72 mil mortes e desaparecimentos nos últimos dez anos.

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África, Ásia, Europa e Caribe registraram, em 2024, os maiores números de mortes em migração desde o início da série histórica. As vítimas incluem ao menos 773 mulheres, 3.084 homens e 480 crianças. Ainda assim, a OIM aponta uma diminuição na quantidade de informações disponíveis sobre idade e sexo dos desaparecidos, o que pode indicar uma redução na identificação das vítimas.

Mais da metade (54%) das mortes e desaparecimentos documentados desde 2014 ocorreram em países afetados por crises. Já os migrantes originários desses países representam 27% do total de vítimas. Afeganistão, Mianmar (especialmente da minoria rohingya) e Síria são as três principais nacionalidades entre os mortos ou desaparecidos.

“Esses números são um lembrete trágico de que as pessoas arriscam suas vidas quando a insegurança, a falta de oportunidades e outras pressões as deixam sem opções seguras ou viáveis em seus países de origem”, afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope. “Precisamos investir na criação de estabilidade e oportunidades dentro das comunidades, para que a migração seja uma escolha, e não uma necessidade. E, quando permanecer já não for possível, devemos trabalhar juntos para viabilizar caminhos seguros, legais e ordenados que protejam vidas.”

Ainda segundo o relatório, a violência tem um impacto desproporcional nas rotas migratórias que passam por países em crise, onde ela responde por 10% das mortes, em comparação com menos de 4% em países não afetados.

Doenças e a falta de acesso a cuidados médicos também matam mais migrantes em nações instáveis: 6% das mortes em trânsito nesses locais ocorreram por essas causas, contra 1,5% em países considerados estáveis.

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