Procurador da Venezuela pede prisão de Milei, presidente da Argentina, por 'roubo' de Boeing
Pedido é resposta à apreensão de aeronave venezuelana e agrava atrito entre os países
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Murillo Otavio
O presidente da Argentina, Javier Milei. | Eduardo Valente/PL
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, solicitou na quarta-feira (18) as prisões do presidente argentino, Javier Milei, de sua irmã Karina Milei, e da ministra da Segurança Patricia Bullrich. O pedido veio após a Argentina apreender um Boeing 747 da Emtrasur, subsidiária de uma estatal venezuelana, e transferi-lo para os Estados Unidos.
Em resposta à apreensão, a Venezuela ainda fechou seu espaço aéreo para aviões argentinos e para qualquer aeronave com destino ou origem na Argentina. O governo de Nicolás Maduro classificou a ação como "pirataria" e acusou Buenos Aires de adotar práticas "neonazistas". O avião estaria envolvido em um negócio com a iraniana Mahan Air, empresa sancionada pelos EUA.
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Diana Mondino, ministra das Relações Exteriores da Argentina, saiu em defesa de Milei e Bullrich, qualificando o pedido de prisão como "covarde". Ela criticou Maduro, chamando-o de tirano e reafirmando o apoio incondicional às autoridades argentinas envolvidas no caso.
A oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, ainda tenta reivindicar a presidência, que, segundo eles, pertence a Edmundo Gonzáles. Ele foi o candidato que, segundo os opositores, teria vencido a eleição do país no final de julho. No entanto, o Conselho Nacional Eleitoral disse que o governo chavista foi o vencedor. O pleito foi considerado fraudulento por parte da comunidade internacional. O Itamaraty não reconheceu a vitória do governo chavista.
Procurador da Venezuela pede prisão de Milei, presidente da Argentina, por 'roubo' de BoeingPedido é resposta à apreensão de aeronave venezuelana e agrava atrito entre os paísesMundo2024-09-20T00:56:19.868ZO procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, , de sua irmã Karina Milei, e da ministra da Segurança Patricia Bullrich. O pedido veio após a Argentina apreender um Boeing 747 da Emtrasur, subsidiária de uma estatal venezuelana, e transferi-lo para os Estados Unidos. Em resposta à apreensão, a Venezuela ainda fechou seu espaço aéreo para aviões argentinos e para qualquer aeronave com destino ou origem na Argentina. O governo de Nicolás Maduro classificou a ação como "pirataria" e acusou Buenos Aires de adotar práticas "neonazistas". O avião estaria envolvido em um negócio com a iraniana Mahan Air, empresa sancionada pelos EUA. Diana Mondino, ministra das Relações Exteriores da Argentina, saiu em defesa de Milei e Bullrich, qualificando o pedido de prisão como "covarde". Ela criticou Maduro, chamando-o de tirano e reafirmando o apoio incondicional às autoridades argentinas envolvidas no caso. O episódio marca mais um capítulo de atrito entre os governos de Milei e Maduro, que já são adversários declarados. O Brasil mediou este conflito. A oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, ainda tenta reivindicar a presidência, que, segundo eles, pertence a Edmundo Gonzáles. Ele foi o candidato que, segundo os opositores, teria vencido a eleição do país no final de julho. No entanto, o Conselho Nacional Eleitoral disse que o governo chavista foi o vencedor. O pleito foi considerado fraudulento por parte da comunidade internacional. O Itamaraty não reconheceu a vitória do governo chavista.
Após o resultado, , levando Edmundo González a se asilar na Espanha. Nesta quinta-feira (19), a Espanha negou participação nas negociações entre o opositor venezuelano Edmundo González e o governo de Nicolás Maduro, relacionadas à sua viagem ao país, após González aceitar a vitória eleitoral de Maduro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/procurado-da-venezuela-pede-prisao-de-milei-presidente-da-argentina-por-roubo-de-boeing
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